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Comitê de Bolsonaro funcionará na antiga sede da Precisa Medicamentos

PL alugou uma casa em Brasília onde funcionava a representação da empresa que foi investigada pela CPI da Pandemia

Por Letícia Casado 21 Maio 2022, 16h13

De terno marinho, camisa branca e gravata vinho, um poderoso Valdemar Costa Neto discursou no evento de filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL em novembro de 2021. “Com muito trabalho conquistamos uma posição de destaque entre os grandes partidos da política nacional”, disse. A cerimônia coroava meses de negociação com o chefe do Executivo sobre como seria a estrutura para sua campanha à reeleição. Valdemar apostava que a agremiação inflaria. E estava certo: dezenas de deputados bolsonaristas migraram para a legenda nos meses seguintes.

No começo do ano, o PL alugou um imóvel para montar o comitê de campanha de Bolsonaro em Brasília. Localizada no Lago Sul, área nobre da capital, a casa tem 740 metros quadrados de área, sete quartos, closet, três banheiros, sala e duas varandas no andar de cima; escritório, salas de jantar, de estar e de música, dois lavabos, copa, cozinha, dois quartos e banheiro para funcionários, despensa, lavanderia, área de serviço e garagem no térreo; salão de jogos, adega, sauna, banheiro, vestiário e ducha no subsolo.

Há mais de um mês a casa passa por reformas pontuais para abrigar o comitê da reeleição. A ideia é adaptar três quartos do andar de cima para que funcionem como escritórios dos partidos que formam o tripé do governo Bolsonaro: PL, Progressistas e Republicanos. O local vai servir para centralizar as agendas da campanha, com o objetivo de evitar usar a estrutura do Palácio do Planalto, já que as funções presidenciais não podem se misturar com as do candidato à reeleição. A casa também vai acomodar uma sala para o presidente, outra para o vice e uma para o tesoureiro, almoxarifado e outra para reuniões com equipes grandes.

O partido não divulga o valor do aluguel, mas a mudança de locatário resolveu um problema para a dona do imóvel, a joalheira Vera Lúcia Ávila Nunes. Até fechar o contrato com o PL, ela alugava a casa para o empresário Francisco  Maximiano, dono da Precisa Medicamentos.  A empresa entrou no foco da CPI da Pandemia, sob a suspeita de superfaturamento na oferta da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde.

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