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O novo QG bolsonarista, em bairro nobre de Brasília

O forte terá salas para o marqueteiro da campanha e instalações para reuniões com apoiadores e equipes

Por Letícia Casado Atualizado em 24 Maio 2022, 18h04 - Publicado em 20 Maio 2022, 06h00

Quem também se prepara para mudar de endereço é o partido de Jair Bolsonaro. A dez quilômetros do Palácio do Planalto, um imóvel residencial no bairro mais chique de Brasília passa por intensa reforma há pelo menos dois meses. A casa, que tem 740 metros quadrados, sete quartos, quatro salas, adega privativa e subsolo, está sendo adaptada para se transformar no escritório que vai sediar o comitê central da campanha à reeleição do presidente. No lugar, alugado pelo PL no início do ano, estão sendo construídos espaços exclusivos para Bolsonaro e seu candidato a vice e gabinetes reservados também para os caciques do Progressistas e do Republicanos, as duas agremiações que atuam como pilar de sustentação do governo. A ideia é concentrar todas as atividades da campanha no local, evitando assim eventuais questionamentos sobre o uso de repartições federais para fins eleitorais.

Ao contrário de 2018, quando, de improviso, Bolsonaro utilizou um anexo da casa de um empresário para a gravação de inserções televisivas e produção de conteúdo para as redes sociais, a estrutura agora será profissional. O novo forte bolsonarista terá salas para o marqueteiro da campanha e instalações para reuniões com apoiadores e equipes. O partido avalia montar também um estúdio completo para produzir os programas de rádio e televisão, além de infraestrutura para as plataformas digitais. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não divulga os valores envolvidos na montagem do QG da campanha. Dinheiro, porém, não é problema. O partido dispõe de cerca de 280 milhões de reais de Fundo Eleitoral. Um detalhe interessante para quem acredita em fantasmas: o antigo locatário do imóvel era o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, empresa que foi investigada pela CPI da Pandemia, suspeita de tentar superfaturar um contrato de venda de vacinas contra a Covid.

Publicado em VEJA de 25 de maio de 2022, edição nº 2790

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