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Bolsonaro: ‘Damares atua para desfazer malfeitos de governos anteriores’

Ministra promete passar um `pente-fino` e disse a senadores se surpreender cada vez que abre uma `caixinha` da Fundação

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse neste domingo, 10, que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos está trabalhando para ajustar projetos voltados às comunidades indígenas que foram implementados por governos anteriores. “A ministra Damares Alves está empenhada em desfazer os malfeitos de gestões anteriores, prezando por respeito e responsabilidade com o brasileiro. A integração dos índios em nossa sociedade faz parte desse processo”, escreveu no Twitter.

O presidente divulgou, junto com o texto, um vídeo com um trecho sobre a fala de Damares na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. Na gravação, ela afirma que os convênios da Fundação Nacional do Índio (Funai) com entidades e organizações não governamentais (ONGs) estão sendo revistos e que um repasse de cerca de 44 milhões de reais a uma organização que desenvolveria um sistema de criptomoedas para indígenas foi suspenso.

No vídeo, Damares diz ainda que os povos indígenas precisam ser mais bem acolhidos. “Eu me surpreendo com cada caixinha que eu abro naquela Funai”, afirmara a ministra naquela sessão. “Políticas públicas não estão chegando a todos os povos. Vamos precisar entender o que está acontecendo, porque a Funai tem dinheiro. A Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena] tem dinheiro”, completou.

Segundo Damares, o orçamento da Sesai passa de 1,4 bilhão de reais por ano. “E nós temos índio lá na ponta morrendo de dor de dente no Brasil. O que está acontecendo?”, acrescentou ela,

Também pelo Twitter, a ministra da pasta, Damares Alves, agradeceu a publicação do tuíte por Bolsonaro. “Sempre à sua disposição, querido presidente. Que Deus lhe abençoe.”

Nas últimas semanas, o presidente da República não tem escondido sua preferência pelo trabalho da polêmica ministra, que prometeu passar um “pente-fino” em todos os contratos da Fundação e que trocou sua presidência, agora conduzida pelo general Franklimberg Ribeiro de Freitas, de origem indígena.