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Bolsonaro defende que Eduardo desista de embaixada e foque em crise do PSL

No Japão, presidente diz que 'não vai interferir' nas decisões do filho, mas considera mais estratégica a permanência no Brasil para conter racha no partido

Por Da Redação - Atualizado em 22 out 2019, 10h31 - Publicado em 22 out 2019, 00h25

O presidente Jair Bolsonaro conversou rapidamente com a imprensa na manhã desta terça-feira 22 (horário japonês), pouco antes de participar da cerimônia de entronização do novo imperador Naruhito. Aos jornalistas no local, Bolsonaro comentou sobre a situação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que assumiu nesta segunda a liderança de seu partido na Câmara dos Deputados. Com a legenda rachada, Jair Bolsonaro considerou que é mais estratégico o filho se concentrar no cargo e desistir da indicação à embaixada dos Estados Unidos, ventilada nos últimos meses.

“Obviamente o Eduardo vai ter que decidir nos próximos dias, talvez antes de eu voltar ao Brasil, se ele quer ter o seu nome submetido ao Senado para a embaixada ou não”, disse o presidente. Questionado qual seria a escolha mais estratégica para o filho, Bolsonaro sinalizou a preferência de que ele desista da embaixada.

“No meu entender, [o mais estratégico] é ele ficar no Brasil, até para pacificar o partido e ver o que pode catar de caco, porque teve gente que foi para o excesso. É igual um casal, chega um ponto de um problema que não tem mais retorno por parte de alguns”, disse.

Caso o filho de fato desista da nomeação, Bolsonaro citou o nome do diplomata Nelson Fosrster como um possível indicado ao posto de embaixador brasileiro nos Estados Unidos. “Nós temos lá o Nestor Forster. Ele é é um bom nome. Obviamente, o Eduardo desistindo que eu mande o nome dele ao Senado, tendo em vista a importância na politica dentro do partido, o Forster é um bom nome para ser consolidado lá”, avaliou o presidente.

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Em seu primeiro ato como novo líder do PSL na Câmara, nesta segunda-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) determinou o desligamento de todos os 12 vice-líderes do partido na Casa nesta segunda-feira, 21. O filho do presidente Jair Bolsonaro foi confirmado no cargo na manhã desta segunda após receber o apoio de 28 dos 53 parlamentares da legenda – a lista original tinha 29 nomes, mas um não foi aceito pela Secretaria-Geral da Mesa.

A maioria dos deputados que perdeu a função de vice-líder é da ala do partido ligada ao presidente da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE). Os vices são responsáveis por substituir o líder quando necessário. São eles: Dayane Pimentel (BA), Nicoletti (RR), Nereu Crispim (RS), Nelson Barbudo (MT), Júnior Bozzella (SP), Julian Lemos (PB), Joice Hasselmann (SP), Heitor Freire (CE), Felício Laterça (RJ), Coronel Tadeu (SP) e Charles Evangelista (MG). Também foi desligado da vice-liderança o deputado Daniel Silveira (RJ), responsável por gravar o então líder da legenda, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), em uma reunião em que falava sobre “implodir” o presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, ao tratar da disputa na bancada, Eduardo adotou cautela e evitou falar como líder. “Está sendo protocolada uma sucessão de listas, vamos esperar para ver como é que vai isso daí. Uma hora os deputados vão parar de assinar uma lista ou outra”, disse ele ao deixar a Câmara. Ele também negou que houvesse qualquer acordo para pacificar o partido, como aliados de Bivar chegaram a afirmar.

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