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Augusto Aras será sabatinado pelo Senado nesta quarta

Para assumir PGR, indicado por Bolsonaro ainda passará por uma votação no plenário da Casa, onde precisa alcançar pelo menos 41 votos favoráveis

Por Da Redação 25 set 2019, 03h27

A sabatina do indicado para comandar a Procuradoria-Geral da República, o subprocurador-geral Augusto Aras, ocorre nesta quarta-feira 25 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a partir das 10h. Há a expectativa de que o plenário da Casa vote a indicação na sequência, a depender do horário em que terminar o processo na CCJ, o clima entre os senadores e a vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que tem a prerrogativa de pautar as votações no plenário.

“Nós iremos encerrar a sabatina no dia 25. A depender do horário, da manifestação da vontade soberana da comissão, poderá estar sendo solicitado pedido de urgência para o plenário”, disse na última semana a senado Simone Tebet (MDB-MS). “Aí é uma decisão do presidente (do Senado) pautar no mesmo dia ou não”, acrescentou.

A senadora disse ter a expectativa de que Aras possa, durante a sabatina, se pronunciar sobre questões como o combate à corrupção e o papel que o Ministério Público desempenha.

“Ele pode, o Ministério Público, hoje, alavancar o desenvolvimento, mas ele também tem hoje, pela Constituição, o poder de travar o desenvolvimento do país”, afirmou a presidente da CCJ. “A vinda do procurador pode esclarecer todos esses pontos para que os senadores se sintam confortáveis de deliberar e dar seu voto.”

Na semana passada, em longa reunião com senadores, Aras afirmou em que não seguirá um alinhamento automático com o presidente Jair Bolsonaro, segundo relato de parlamentar presente no encontro.

Em mais de um momento, Bolsonaro sugeriu que procurava alguém alinhado às diretrizes do governo. Após anunciar o nome de Aras, no entanto, o presidente disse que, uma vez aprovado pelo Senado, o novo PGR não deveria mais satisfação a ele.

Para assumir o cargo, Aras precisa ser submetido a uma sabatina na CCJ do Senado, e depois, a uma votação no plenário da Casa, onde precisa alcançar pelo menos 41 votos favoráveis, maioria absoluta dos 81 senadores.

(Com Reuters)

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