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Alckmin e Dilma discutem crise hídrica nesta segunda-feira

Tucano viaja a Brasília para reunião com a presidente. Em debate, obras para solucionar os efeitos da estiagem no Estado de São Paulo

Por Da Redação 10 nov 2014, 06h35

A crise hídrica que afeta o Estado de São Paulo será o tema central da reunião desta segunda-feira entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT), no Palácio do Planalto. O encontro está agendado para as 15 horas. O tucano e a petista também tratarão de investimentos em linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). “Há um conjunto de obras a ser feito em São Paulo que vamos entregar em novembro, dezembro e março e a participação do governo federal é muito importante”, disse Alckmin sobre o encontro neste sábado.

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Tudo é água

O governador vai pedir ajuda do governo Federal para as obras prometidas ao longo da estiagem no Estado. Entre elas está a que vai transformar 2.000 litros por segundo de esgoto em água de reúso para ser jogada na Represa Guarapiranga. “Tem um conjunto de obras e a participação do governo federal é importante. Ou pelo Orçamento Geral da União ou por financiamento, que também ajuda”, afirmou.

Alckmin também leva para a presidente o projeto de transposição de 5.000 litros por segundo da Bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira. Na última quarta-feira, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, afirmou que o acordo está próximo e é “tecnicamente viável”.

O governador repetiu que está interligando os sistemas de abastecimento da região metropolitana de São Paulo para diminuir pela metade a dependência do Cantareira. Antes da crise, o sistema liberava 33.000 litros por segundo de água para o abastecimento. Hoje, de acordo com ele, são cerca de 19.000 litros por segundo. A redução veio de uma resolução conjunta entre a ANA e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Mesmo com as chuvas que atingiram São Paulo nos últimos dias, o volume do Sistema Cantareira, principal manancial que abastece a capital paulista, voltou a cair. O Cantareira marcou 11,4% neste domingo da capacidade neste domingo, o que representa o volume mais baixo desde que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) decidiu incluir, no fim de outubro, a segunda cota do volume morto. Segundo a Sabesp, desde a última terça feira, quando tinha 11,9%, o Cantareira registra perda de 0,1 ponto porcentual em sua capacidade a cada dia.

Transporte – Em termos de mobilidade urbana, o governador de São Paulo destacou que já há vários contratos assinados e que só falta liberar os recursos. O foco, segundo ele, é obter apoio do governo federal para investir na CPTM, incluindo as linhas 13 que vai para Guarulhos/aeroporto de Cumbica e a 9 que vai para Varginha na Zona Sul e reforma de estações. Ambas, segundo ele, já estão em obras. “São três convênios em torno de 400 milhões de reais cada, totalizando 1,3 bilhão de reais”, informou ele.

(Com Estadão Conteúdo)

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