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Xi diz que ‘Hong Kong renasceu das cinzas’ em seu aniversário de devolução

Celebrando o 25º aniversário do retorno da ex-colônia britânica à China, presidente afirma que a região deve ser governada 'apenas por patriotas'

Por Da Redação Atualizado em 1 jul 2022, 12h10 - Publicado em 1 jul 2022, 12h06

O presidente da China, Xi Jinping, participou nesta sexta-feira, 1º, da cerimônia que marca o 25º aniversário da devolução de Hong Kong à pátria chinesa pelo Reino Unido, do qual foi colônia por 156 anos. O evento também oficializou a posse de John Lee como novo Chefe do Executivo da cidade.

“Nos últimos anos, Hong Kong passou por vários desafios severos, um após o outro, e os derrotou”, disse o presidente chinês, acrescentando que “Hong Kong renasceu das cinzas” e que a cidade está indo “da desordem à estabilidade”.

O ex-ministro da Segurança, John Lee prometeu unir a cidade para “um novo capítulo” ao ser empossado como novo líder da região. Os dois políticos exaltaram as mudanças estabelecidas na ilha após a introdução da lei de segurança nacional em 2020.

A medida reforçou o controle de Pequim sobre a metrópole financeira, restringindo a autonomia política, administrativa e judicial da cidade garantida pela Lei Básica, a miniconstituição firmada quando o território foi devolvido pelo Reino Unido em 1997 e que deveria valer por 50 anos.

Defendendo a nova legislação, Xi Jiping afirmou que a região deve ser governada por patriotas. “Nenhum outro lugar ou país no mundo permitiria que aqueles que não são patriotas, até mesmo aqueles que cometem traição, assumissem as rédeas de seus governos”, declarou o chefe de Estado.

Segundo a nova regra, Hong Kong poderá manter seu sistema capitalista por um longo período, mas todos os cidadãos devem também ser capazes de respeitar e salvaguardar o regime socialista da China.

Antes do início da cerimônia, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o secretário de governo dos Estados Unidos, Antony Blinken, disseram que Pequim não respeitou o acordo de “um país, dois sistemas”, estabelecido entre Reino Unido e a China.

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+ Boris Johnson diz apoiar povo de Hong Kong em embate com a China

“É um estado de coisas que ameaça tanto os direitos e liberdades de Hong Kong quanto o contínuo progresso e prosperidade do pais” afirmou Johnson. Criticando a nova legislação imposta sobre a ilha, Blinken pediu que a liberdade de imprensa e a participação política previstas no acordo anterior sejam restabelecidas.

A secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, ecoou os comentários de Johnson e disse que o compromisso histórico do Reino Unido com a população de Hong Kong perdura. “É por isso que continuamos a desafiar a China por violar os compromissos juridicamente vinculativos que assinou sob a declaração conjunta”, afirmou.

A Austrália também se mostrou preocupada com a “contínua erosão dos direitos, liberdades e autonomia de Hong Kong, dois anos desde a imposição da lei de segurança nacional”, disse a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong.

Nos últimos três anos, houve uma intenção repressão a protestos anti-governo na cidade. Dezenas de ativistas pró-democracia, jornalistas e políticos da oposição foram presos.

A celebração desta sexta-feira começou com uma breve cerimônia de hasteamento da bandeira no centro de convenções e exposições de Hong Kong, um local cercado por enormes barricadas policiais.

Grupos ativistas, foram instruídos pela polícia a não realizar nenhum protesto em 1º de julho. Um escrutínio sem precedentes também foi aplicado à imprensa. A Associação de Jornalistas de Hong Kong disse que cerca de 10 profissionais de vários meios de comunicação, incluindo o South China Morning Post, foram impedidos de participar dos eventos por “razões de segurança”.

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