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Wuhan, onde surgiu o novo coronavírus, é exemplo de ‘esperança’, diz OMS

Com quase 50.000 enfermos até 29 de fevereiro, a cidade chinesa não reportou nenhum novo caso de contaminação local pela primeira vez na quinta-feira 19

Por Da Redação - Atualizado em 20 mar 2020, 18h03 - Publicado em 20 mar 2020, 17h42

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom,  chamou nesta sexta-feira, 20, a cidade chinesa de Wuhan, onde foi reportado em dezembro o primeiro caso do novo coronavírus (SARS-CoV-2), um exemplo de “esperança” para todo o mundo. Epicentro da epidemia na China, com quase 50.000 enfermos e mais de 2.000 mortos antes do início de março, Wuhan não reportou nenhum novo caso de contaminação local desde quinta-feira 19.

“Ontem, Wuhan não registrou novos casos pela primeira vez desde o surgimento da epidemia”, disse Adhanom. “Wuhan dá esperança ao resto do mundo, mostrando que mesmo a situação mais grave é reversível”, acrescentou o diretor-geral.

De fato, nenhuma região da China registrou casos de transmissão local do vírus nas últimas 48 horas. As autoridades chinesas, entretanto, registraram 39 novos casos na sexta-feira, além de outros 34 na quinta-feira — todos “importados”, ou seja, o paciente foi infectado em outro país.

A cidade de Wuhan, onde foram reportados os primeiros casos do novo coronavírus, havia registrado 48.557 enfermos e 2.169 mortes até 29 de fevereiro, de acordo com o jornal The New York Times. A epidemia teria surgido em um mercado onde são comercializados animais vivos, pescados e frutos do mar em Wuhan.

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Sozinha, a China responde por 38% dos quase 210.000 casos contabilizados pela OMS até o início de quinta. A organização aponta que mais de 3.200 pessoas morreram em solo chinês em decorrência da epidemia.

Até esta sexta, segundo estimativas do Times, a pandemia já resultou em cerca de 250.800 enfermos e pelo menos 10.368 mortos em mais de 115 países.

(Com AFP)

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