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Coronavírus: ‘Prepare-se como se você fosse ser infectado’, alerta OMS

Cerca de 80% das 200.000 pessoas contaminadas vêm da Europa e da China; organização duvida de dados da África, com apenas 233 casos

Por Da Redação - Atualizado em 18 mar 2020, 17h01 - Publicado em 18 mar 2020, 16h48

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu nesta quarta-feira, 18, às pessoas que se preparem para a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) como se elas fossem ser infectadas. Adhanom ressaltou seu recado ao continente africano, a cujos países alertou para “prepararem-se para o pior”.

“Não presuma que sua comunidade não será afetada. Prepare-se como se fosse. Não presuma que você não será infectado. Prepare-se como se fosse ser”, disse Adhanom. O diretor-geral defendeu a estratégia de “distanciamento social”, que implica na contenção de grandes agrupamentos por meio do cancelamento de eventos e do fechamento de espaços públicos.

Essas medidas “podem ajudar a retardar a transmissão” do novo coronavírus, mas “os países devem isolar, testar, tratar e rastrear [todos os casos suspeitos] para suprimir e controlar as epidemias”, recomendou Adhanom.

Segundo a OMS, cerca de 80% de todos os 200.000 casos reportados à organização vêm da Europa e da China. Mais de 8.000 pessoas morreram em decorrência da pandemia até esta quarta.

Acordem

Adhanom alertou, em especial, os países africanos a “acordar”, questionando a precisão dos dados sobre a situação da pandemia na África, onde foram reportados apenas 233 casos (equivalente a cerca de 0,1% de todo o mundo) e quatro mortes, segundo o relatório da OMS de terça-feira, 17. “Provavelmente temos casos não detectados ou não relatados”, denunciou.

Além disso, a OMS demonstra preocupação se a pandemia na África se desenvolver como na Europa, onde o número de casos cresceu em 15%, para mais de 64.000, entre segunda-feira 16 e terça-feira 17.

“Temos que nos preparar para o pior. Em outros países, vimos como o vírus acelera após um certo ponto crítico, portanto o melhor conselho para a África é se preparar para o pior e se preparar hoje”, concluiu Adhanom.

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