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Venezuela oficializa denúncia de conspiração contra prefeito de Caracas

O presidente Nicolás Maduro acusa Antonio Ledezma de apoiar grupos que teriam a intenção de desestabilizar seu governo

Por Da Redação 7 abr 2015, 23h07

O Ministério Público da Venezuela formalizou nesta terça-feira a denúncia de conspiração contra o prefeito da capital Caracas, Antonio Ledezma. No comunicado divulgado pela promotoria, Ledezma é acusado de “apoiar grupos que pretendiam desestabilizar o país através de ações violentas”. Ainda de acordo com a nota oficial, o promotor de Caracas, José Luis Orta, solicitou que o político continue preso ao longo do processo judicial.

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Ledezma foi preso em 19 de fevereiro, quando foi levado de seu escritório por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin, a polícia política da Venezuela). Embora não haja provas que sustentem as acusações, o político segue na prisão militar de Ramo Verde, localizada a 30 quilômetros de Caracas. Na mesma penitenciária encontra-se o opositor Leopoldo López, acusado pelo governo do presidente Nicolás Maduro de incitar atos violentos nos protestos de rua que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014.

Tanto a prisão de Ledezma quanto a de López configuram barbaridades cometidas contra opositores políticos na Venezuela. Ao reprimir os manifestantes que foram às ruas no ano passado contra a alta criminalidade, a escassez de produtos básicos e a inflação galopante, as forças de segurança do Estado e as milícias paramilitares espalharam o terror entre os cidadãos. Houve milhares de prisões arbitrárias e muitos relatos de tortura.

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Segundo informações do Foro Penal Venezuelano, 151 pessoas foram detidas apenas nos primeiros 151 dias de 2015, por participar de protestos contra o governo, encontrar-se próximas a uma manifestação ou cobrir jornalisticamente um evento.

Recentemente, a Venezuela foi declarada pelos Estados Unidos uma “ameaça à segurança nacional”, o que abriu o precedente legal para Washington sancionar sete pessoas e expressar preocupação com o tratamento destinado aos opositores políticos pelo governo venezuelano. No próximo fim de semana, o presidente americano, Barack Obama, participará da Cúpula das Américas, no Panamá. O evento também contará com a presença de Maduro e do ditador cubano Raúl Castro, aliado estratégico da Venezuela desde a queda da União Soviética.

(Da redação)

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