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Ucrânia estabelece plano de US$ 750 bi para reconstruir país após a guerra

Volodymyr Zelensky disse que a reconstrução é tarefa comum de todos os democráticos que se denominam civilizados em conferência sobre o país na Suíça

Por Da Redação Atualizado em 4 jul 2022, 17h12 - Publicado em 4 jul 2022, 15h39

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta segunda-feira, 4, que a reconstrução de seu país é “tarefa comum de todo o mundo democrático”, à medida que seu primeiro-ministro apresentou um plano de recuperação de US$ 750 bilhões durante a Conferência de Recuperação da Ucrânia realizada na Suíça.

“A reconstrução da Ucrânia não é um projeto local, não é um projeto de uma nação, mas uma tarefa comum de todo o mundo democrático e de todos aqueles que podem dizer que são civilizados. Restaurar a nossa nação significa restaurar os princípios da vida, restaurar o espaço da vida, restaurar tudo o que torna os humanos humanos”, disse Zelensky.

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De acordo com ele, o plano exige construção, financiamento e segurança em larga escala, uma vez que o país continuará tendo que conviver ao lado da Rússia. A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss, disse que tal recuperação demandaria uma espécie de “Plano Marshall” para ser funcional. 

A tarefa, que já está em andamento nas áreas onde não há mais presença de soldados russos, prevê o uso de conhecimentos externos, fundos governamentais e postos de trabalho para ucranianos na reconstrução da infraestrutura de hospitais, escolas, prédios e espaços públicos.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, que compareceu pessoalmente à conferência, apresentou um plano de recuperação que atende às necessidades imediatas, seguido por uma “recuperação rápida” e requisitos de longo prazo. 

De acordo com ele, o custo do plano é estimado em US$ 750 bilhões e insistiu que a principal fonte de financiamento devem ser os ativos confiscados da Rússia e de seus oligarcas, citando que as estimativas apontam que tais quantias totalizam entre US$ 300 e 500 bilhões.

“As autoridades russas desencadearam esta guerra sangrenta. Eles são os culpados por essa destruição maciça e devem ser responsabilizados por isso”, disse. 

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Ainda nesta segunda, um importante grupo não-governamental suíço se referiu a Suíça como um “porto seguro” para os oligarcas russos e como um centro comercial de petróleo, grãos e carvão russos. 

Em resposta, a Public Eye, organização que incentiva a política suíça a respeitar os direitos humanos, a “usar todas as ferramentas à sua disposição para impedir o financiamento dessa agressão desumana”, em referência ao conflito na Ucrânia que já dura mais de quatro meses. 

Ainda de acordo com o grupo, a Suíça tem sido ao longo dos anos um “refúgio popular” para os magnatas da Rússia acumularem seus ativos, que usam o país como um “centro de comércio de commodities não regulamentado” e exploram a falta de transparência sobre as transações financeiras nacionais. 

A Suíça é considerada um importante centro financeiro internacional e seu governo tradicionalmente promove a “neutralidade” e o papel como intermediária entre países hostis e como anfitrião de muitas instituições internacionais e das Nações Unidas.

A conferência de Lugano reúne centenas de representantes de governos de todo o mundo, grupos de defesa, setores privados, academias e organizações das Nações Unidas, além de dezenas de ministros, legisladores e diplomatas e outros ucranianos. Ela se baseia em uma discussão de vários países sobre uma reforma na Ucrânia desde antes do conflito. 

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Nesse meio, grupos ambientalistas querem usar a oportunidade para reconstruir o país com fontes de energia mais renováveis, estipulando uma meta de que pelo menos 40% de sua eletricidade seja oriunda de tais fontes até 2030, alinhando-as com as projeções da União Europeia. 

Segundo dados da Agência Internacional de Energia, a Ucrânia gerou menos de 10% de sua energia a partir de fontes renováveis em 2019, sendo a maioria oriunda de energia nuclear e queima de carvão. 

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