Clique e assine a partir de 9,90/mês

Turquia indicia 20 sauditas por assassinato de Jamal Khashoggi

Dois acusados de terem participado da operação são próximos ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman

Por Da Redação - Atualizado em 25 mar 2020, 11h48 - Publicado em 25 mar 2020, 11h35

A Procuradoria da Turquia anunciou nesta quarta-feira, 25, que acusou formalmente 20 sauditas, dois deles próximos ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman, conhecido pela sigla MBS, pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, crítico a Riad, em 2018.

Após mais de um ano de investigação, que contou com testemunhos, análise dos aparelhos digitais de Khashoggi e do histórico de quem entrou ou saiu da Turquia no período do crime, os investigadores acusaram o vice-chefe de Inteligência, Ahmad Asiri, e o ex-conselheiro da corte saudita Saud Qahtani por “instigarem o assassinato deliberado e monstruoso com a intenção de causar sofrimento” do jornalista.

Entre os outros 18 acusados está um especialista forense, um membro da guarda real saudita e um agente da Inteligência. A Procuradoria recomendou a pena da prisão perpétua para os acusados.

Embora a Turquia e um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmem que Khashoggi foi vítima de uma execução extrajudicial e premeditada pelo governo saudita, a Arábia Saudita nega ter tido envolvimento com a morte do jornalista e diz que a operação foi feita por integrantes do governo sem o aval de MSB. Riad julgou oito pessoas e executou cinco delas pelo assassinato. Nenhuma delas, porém, teve foto ou nome revelados.

Continua após a publicidade

Khashoggi – que se exilou nos Estados Unidos em 2017 e era colunista do jornal americano The Washington Post – foi assassinado em outubro de 2018 quando visitou a embaixada saudita em Istambul junto de sua noiva para realizar a retirada de um documento necessário para o casamento. Enquanto ela esperava do lado de fora, o jornalista foi levado para um quarto no prédio, sufocado e desmembrado. Seus corpo nunca foi encontrado.

(Com AFP)

Publicidade