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Trump nega ter chamado de ‘perdedores’ soldados mortos na 1ª Guerra

Presidente teria feito o comentário em 2018, quando cancelou uma visita a um cemitério americano em Paris, segundo a revista 'The Atlantic'

Por Da Redação Atualizado em 4 set 2020, 15h10 - Publicado em 4 set 2020, 14h57

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou na quinta-feira 3 ter chamado os soldados americanos mortos na 1ª Guerra Mundial de “perdedores”. A história foi primeiro veiculada pela revista The Atlantic no mesmo dia e, segundo a reportagem, se deu no contexto do cancelamento de uma visita presidencial em 2018 a um cemitério de guerra americano na Europa.

“Pensar que eu faria declarações negativas para nossos heróis militares e caídos quando ninguém fez o que eu fiz [para as Forças Armadas]…”, disse Trump. “É uma mentira total. É uma vergonha”, concluiu.

Segundo a Atlantic, Trump mentiu em 2018 sobre o motivo que o levou a cancelar de última hora a sua visita naquele ano ao Cemitério Americano Aisne-Marne, em Paris, onde estão enterrados mais de 2.200 soldados americanos mortos na 1ª Guerra Mundial.

O presidente alegou que a chuva no dia de sua visita o impediu de pousar no cemitério de helicóptero. Além disso, o serviço secreto americano teria se recusado a conduzi-lo de carro até o local.

Trump reafirmou as mesmas justificativas nesta quinta-feira. “O serviço secreto me disse: ‘Você não pode fazer isso’. Eu disse: ‘Eu tenho que fazer isso. Eu quero estar lá’. Eles disseram: ‘ Você não pode fazer isso’”, insistiu.

A Atlantic, porém, relatou que o presidente se recusou a passar pelo cemitério por medo de se descabelar por causa da chuva e por acreditar não ser importante prestar homenagem a soldados abatidos em guerra.

“Por que eu deveria ir àquele cemitério? Está cheio de perdedores”, teria dito Trump na manhã do dia previsto para a visita, segundo a reportagem.

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Ele ainda teria afirmado que os 1.800 soldados americanos mortos na Batalha de Belleau Wood — dentre os quais muitos foram enterrados em Aisne-Marne — são “otários”.

A informação, segundo a revista, foi checada com quatro pessoas com conhecimento direto do cancelamento da visita. “Nós defendemos a nossa reportagem”, disse a Atlantic em um comunicado em resposta aos comentários do presidente desta quinta-feira.

Caso McCain

Se for verdade a história relatada pela Atlantic, essa não seria a primeira vez em que Trump desrespeita veteranos das Forças Armadas americanas.

Em 2015, quando ele ainda era um pré-candidato do Partido Republicano à Presidência americana, ele menosprezou o senador republicano John McCain, que é reconhecido por ter lutado na Guerra do Vietnã, onde ele foi feito prisioneiro por soldados do Vietnã do Norte por cinco anos.

“Ele [McCain] foi um herói de guerra porque foi capturado. Gosto de pessoas que não foram capturadas ”, disse Trump em um evento político em Iowa transmitido pela televisão americana.

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