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Trump é acusado de ter tentado confiscar máquinas de voto após derrota

Republicano teria instruído advogado a perguntar ao Departamento de Segurança Interna se poderia assumir legalmente as máquinas, segundo jornal

Por Da Redação 2 fev 2022, 11h29

Seis semanas após a eleição que deu a vitória ao democrata Joe Biden, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu seu advogado, Rudolph Giuliani, a perguntar ao Departamento de Segurança Interna se poderia assumir legalmente o controle de máquinas de votação em estados decisivos, disseram três pessoas familiarizadas ao assunto ao jornal New York Times.

Segundo as fontes ouvidas pelo jornal, Giuliani ligou para o vice-secretário interino do departamento, que disse não ter autoridade para auditar ou apreender as máquinas. A sondagem pedida por Trump a Giuliani aconteceu depois de o mandatário rejeitar uma proposta anterior de seus assessores externos para que o Pentágono tomasse controle das máquinas.

Antes do contato com o Departamento de Segurança Interna, Trump também já havia perguntado, em reunião com o secretário de Justiça, William Barr, se o Departamento de Justiça tinha poder legal para apreender as máquinas, o que foi derrubado pelo secretário.

Os relatos apresentados pelo jornal indicam que Trump estava mais envolvido do que se sabia anteriormente na tentativa de apreender as máquinas, em meio às declarações falsas sobre fraude eleitoral. O ex-presidente continua afirmando que perdeu a eleição de 2020 por fraude generalizada, apesar de múltiplas derrotas judiciais e auditorias que confirmaram a vitória de seu adversário.

Os resultados da eleição foram certificados pelos 50 estados americanos, assim com pelo Distrito de Columbia. O democrata venceu com 81,3 milhões de votos, 51,3% dos sufrágios emitidos, contra 74,2 milhões (46,8%) do republicano. No esquema do sufrágio universal indireto, em que cada estado dispõe de um número determinado de delegados com base no tamanho de sua população, Biden conquistou 306 dos 538 delegados do Colégio Eleitoral, e Trump 232. Para vencer a eleição eram necessários ao menos 270.

A reportagem do jornal americano também se dá em meio ao aumento de esforços do comitê da Câmara dos Deputados que investiga a invasão de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio por apoiadores de Trump. Na terça-feira, Trump emitiu um novo comunicado atacando a investigação, depois de ter falado, no sábado, que consideraria conceder perdão aos envolvidos no ataque, que deixou cinco mortos e dezenas de policiais feridos, se voltasse à Casa Branca em 2024.

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Em janeiro, a Suprema Corte americana rejeitou um recurso do ex-presidente para barrar o acesso da comissão a ceca de 700 documentos da Casa Branca no período em que estava na Presidência. A decisão do Supremo, que mantém veredictos de todos os tribunais de instâncias inferiores que tinham rejeitado o pedido do republicano, agora abre a porta para que os Arquivos Nacionais dos EUA, que têm a custódia desses documentos, os entreguem ao comitê da Câmara. 

Ao todo, mais de 165 pessoas se declararam culpadas por uma série de ofensas federais, entre as mais de 725 presas, de acordo com com o procuradoria do distrito de Columbia.

De acordo com uma investigação, Trump fez uma uma série de ligações para importantes membros de sua equipe estratégica horas antes da invasão, com objetivo de impedir a vitória eleitoral do rival. Entre os membros estavam seu principal advogado, Rudolph Giuliani, e seu ex-assessor, Steve Bannon.

A decisão do Supremo é mais um duro golpe ao ex-presidente. Em documento apresentado também em janeiro, a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirmou que seu escritório encontrou “evidências significativas” de fraude em uma investigação civil contra Trump, dois de seus filhos e uma de suas empresas, a Trump Organization.

A investigação da procuradora sobre o assunto está em andamento desde março 2019, mas nenhuma acusação foi formalizada até o momento. A inquirição teve início após Michel Cohen, ex-advogado de Trump, testemunhar ao Congresso que as declarações financeiras anuais do ex-presidente inflacionaram os valores de ativos para obter termos favoráveis para empréstimos e seguros.

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