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Terrorista indonésio envolvido em atentado em Bali é detido

A captura pode fornecer informações importantes sobre organizações radicais

Por Da Redação 30 mar 2011, 09h38

Umar Patek, o terrorista mais procurado da Indonésia e um dos possíveis mentores dos atentados em Bali em 2002, foi detido no Paquistão, informaram fontes oficiais nesta quarta-feira. A captura pode fornecer informações importantes sobre futuros atentados e organizações radicais, segundo os serviços antiterroristas indonésios. Eles estavam havia anos atrás do especialista em fabricação de bombas, que supunham estar escondido nas selvas do sul das Filipinas com o também notório terrorista Dulmatin.

De acordo com o diário The Jakarta Post, Patek, dirigente do grupo radical Jemaah Islamiyah, foi detido no início de março no Paquistão, embora o Ministério das Relações Exteriores indonésio ainda não tenha recebido a confirmação oficial das autoridades paquistanesas. Nascido em 1970, ele teria coordenado os ataques em Bali em 2002, nos quais morreram 202 pessoas, a maioria turistas estrangeiros. Os Estados Unidos ofereciam por sua captura uma recompensa de 1 milhão de dólares.

Jemaah Islamiyah – A inteligência indonésia acredita que Patek fez parte do grupo de indonésios, malaios e filipinos que viajaram para Afeganistão e Paquistão nas décadas de 80 e 90 para participar de treinamentos militares. Quando retornou ao Sudeste Asiático, o grupo fundou a organização Jemaah Islamiyah com o objetivo de estabelecer um estado islâmico em Indonésia, Malásia, Cingapura, sul das Filipinas e Tailândia. Desde 1999, a organização produziu mais de 50 atentados que causaram centenas de mortes.

A polícia indonésia investigava relatórios que apontavam que Patek retornara ao país no ano passado para assumir um papel relevante em uma nova célula terrorista criada em Aceh e que foi desmantelada pelas forças de segurança em fevereiro de 2010. Segundo a Jamestown Foundation, um instituto de segurança americano, Patek é um dos últimos “comandantes da Jemaah Islamiyah com experiência significativa” nos campos de treinamento da Al Qaeda no Afeganistão.

(Com agência EFE)

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