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Terror do Estado Islâmico ameaça até a fauna síria

Queda da cidade histórica de Palmira para os jihadistas poderá implicar na extinção do íbis-eremita

Por Da Redação - 25 maio 2015, 21h07

A queda da cidade histórica de Palmira para os terroristas do grupo Estado Islâmico (EI), na última semana, não ameaça somente a vida de residentes sírios e a integridade de sítios arqueológicos. O íbis-eremita, um pássaro ameaçado de extinção, poderá deixar de existir devido à fuga dos guardas beduínos que cuidavam dos últimos espécimes vivos de que se tem notícia. Em 2002, uma pequena colônia de sete aves foi encontrada nos arredores da cidade. Dez anos depois, o número de pássaros fora do cativeiro caiu para quatro. Até o momento, não há qualquer informação sobre o paradeiro dos animais de Palmira.

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A Sociedade de Proteção da Natureza, sediada no Líbano, ofereceu 1.000 dólares (3.120 reais) por informações sobre o íbis-eremita fêmea que era monitorado na cidade. De acordo com a rede BBC, o animal é o último a ter conhecimento da rota de migração seguida pelas aves no inverno e que tem a Etiópia como destino. Sem ela, os pássaros mantidos em cativeiro não conseguirão aprender as rotas de migração e poderão ser extintos. “A cultura e a natureza andam de mãos dadas. Guerras acabam, mas ninguém pode trazer de volta espécies que foram extintas”, disse Asaad Serhal, chefe da organização libanesa.

(Da redação)

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