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Soleimani articulou atentado que matou 85 em Buenos Aires

Explosão em centro judaico na Argentina deixou 300 feridos em 1994

Por Ernesto Neves Atualizado em 3 jan 2020, 17h31 - Publicado em 3 jan 2020, 16h01

O general Qassem Soleimani, assassinado pelos Estados Unidos na última quinta (2), esteve por trás dos atentados à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em Buenos Aires, no dia 18 de julho de 1994.  

O ato terrorista foi provocado por uma van carregada com 400 quilos de explosivos, deixando 85 mortos e 300 feridos. Esse foi o mais sangrento atentado da história argentina. Dois anos antes, outro atentado destruiu o prédio da embaixada de Israel em Buenos Aires.

O envolvimento de Soleimani foi lembrado por políticos e jornais de Israel nesta sexta (3).

“Parabenizo o presidente Donald Trump e todo o Oriente Médio pela ação que matou Soleimani”, disse Yair Lapid, líder do partido de oposição israelense Azul e Branco.

“Ele planejou e liderou ataques terroristas mortais de Damasco a Buenos Aires e é responsável pelo assassinato de milhares de civis inocentes. Ele teve exatamente o que merecia”, completou.

  • A ordem para a ação partiu do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, durante uma reunião realizada em agosto de 1993. 

    Coube a Soleimani organizar a ação ao longo dos 11 meses seguintes.

    Ao todo, participaram doze extremistas com vínculos com o Hezbollah, grupo islâmico que é um braço armado do governo iraniano no Líbano.

     

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