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‘Sangue nas mãos’: TVs da Rússia sofrem suposto ataque hacker

Telas de navegação passaram a exibir mensagens com críticas à guerra no lugar de títulos dos programas por alguns horas durante 'Dia da Vitória'

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 Maio 2022, 16h47 | Atualizado em 9 Maio 2022, 16h56
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As telas de navegação de TVs via satélite na Rússia foram alvos de um suposto ataque cibernético nesta segunda-feira, 9, e passaram a exibir mensagens relacionadas à guerra na Ucrânia no lugar de títulos dos programas. As mensagens incluíam críticas à guerra e, em uma delas, era possível ler “Você tem sangue nas mãos”.

Segundo a agência de notícias russa Interfax, a programação de redes de TV aberta e de alguns canais fechados foi invadida pelas mensagens. O incidente ocorreu no “Dia da Vitória“, data em que Moscou celebra a vitória da União Soviética sobre as tropas nazistas durante a II Guerra Mundial.

“Você tem sangue nas mãos” e “Não à guerra” foram alguns dos textos que apareceram no menu dos canais, no lugar dos títulos dos programas. Também foram exibidas mensagens de denúncia à morte de “milhares de ucranianos” e slogans que classificavam as autoridades e as emissoras russas como “mentirosas”.

Imagens de telas de TV da Rússia foram divulgadas em várias publicações no Twitter, registrando o incidente.

https://twitter.com/nexta_tv/status/1523544669707116544

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As mensagens desapareceram em pouco tempo e ainda não há informações sobre como elas foram parar nas televisões russas. As especulações de que foram parte de um suposto ataque se dão pela política de censura que rege a imprensa russa desde o final de fevereiro. Por ordem do Kremlin, os veículos de informação locais estão proibidos de usar expressões como “ataque”, “invasão” e “guerra” para se referir ao conflito com a Ucrânia.

Além do suposto ataque hacker, o “Dia da Vitória” russo também sofreu outras interrupções. Na Polônia, o embaixador russo Sergei Andreev foi alvejado por uma substância vermelha, lançada por manifestantes contrários à guerra.

Os textos da suposta ação cibernética, no entanto, vão em linhas com as declarações da Ucrânia e de organizações ocidentais sobre evidências de violações cometidas durante a guerra. Em relatório publicado na semana passada, a Anistia Internacional afirmou que há evidências concretas de que tropas russas cometeram crimes de guerra, incluindo execuções extrajudiciais de civis, nos arredores da capital ucraniana, Kiev, em fevereiro e março.

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Para a Rússia, no entanto, serviços da inteligência dos EUA e do Reino Unido seguem ajudando a Ucrânia a forjar novas alegações falsas de supostos crimes de guerra cometidos no noroeste do país, embora não tenha fornecido nenhuma evidência.

Durante desfile militar em Moscou nesta segunda-feira, para marcar o “Dia da Vitória”, o presidente Vladimir Putin voltou a justificar a invasão como algo necessário para “desnazificar” o país governado por Volodymyr Zelensky. Ele também culpou o Ocidente e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por rejeitarem suas exigências de segurança.

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