Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Rússia diz que vacinará médicos em 2 semanas e rejeita preocupações

Comunidade médica levantou dúvidas sobre segurança do imunizante, que ainda não passou por todas as fases de testes

Por Da Redação Atualizado em 12 ago 2020, 10h26 - Publicado em 12 ago 2020, 10h08

A Rússia anunciou nesta quarta-feira, 12, que o primeiro lote de sua vacina contra a Covid-19 estará pronto para ser aplicado em alguns médicos em duas semanas e rejeitou as preocupações “sem fundamento” em relação à segurança do imunizante levantadas por alguns especialistas, devido à rápida aprovação da vacina por Moscou.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse na terça-feira 11 que a Rússia havia se tornado o primeiro país a dar aprovação regulatória para uma vacina contra a Covid-19, depois de menos de dois meses de testes em humanos.

ASSINE VEJA

A nova Guerra Fria Na edição desta semana: como a disputa entre Estados Unidos e China pode ser vantajosa para o Brasil. E mais: ‘Estou vivendo o inferno’, diz Marcelo Odebrecht
Clique e Assine

A vacina ainda não concluiu os testes em estágio avançado. Somente cerca de 10% dos ensaios clínicos foram bem-sucedidos e alguns cientistas temem que Moscou esteja colocando o prestígio nacional à frente da segurança.

“Parece que nossos colegas estrangeiros estão vendo as vantagens competitivas específicas do medicamento russo e estão tentando expressar opiniões que, em nossa visão, são completamente sem fundamento”, disse o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, nesta quarta.

Ele disse que a vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, será aplicada na população, incluindo em médicos, de forma voluntária, e estará pronta em breve. “Os primeiros pacotes da vacina médica contra a infecção pelo coronavírus serão recebidos dentro das próximas duas semanas, primeiramente para médicos”, disse.

  • Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya, disse que os ensaios clínicos serão publicados assim que foram analisados pelos especialistas da própria Rússia. Ele disse que o país planeja ter capacidade para produzir 5 milhões de doses por mês entre dezembro e janeiro.

    O Cazaquistão planeja enviar autoridades governamentais a Moscou ainda neste mês para discutir possíveis entregas da vacina, disse o gabinete presidencial do país.

    A comissão da Câmara dos Deputados do Brasil que acompanha as ações de combate ao coronavírus convocou o embaixador da Rússia para participar de uma audiência na próxima semana. A ideia é que ele dê detalhes sobre a vacina e explique suas etapas de testes. E tratar sobre um eventual interesse numa parceria entre Brasil e Rússia.

    (Com Reuters)

    Continua após a publicidade
    Publicidade