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Rússia diz que consolida anexação da Crimeia esta semana

Segundo chanceler russo Sergei Lavrov, processo jurídico acaba nos próximos dias, após a aprovação de leis pelo Parlamento e a promulgação por Putin

Por Da Redação - 20 mar 2014, 06h24

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quinta-feira que a incorporação da Crimeia à Rússia, incluindo o porto de Sebastopol, sede da Marinha da Ucrânia, será formalizada juridicamente nos próximos dias. “O processo jurídico será terminado esta semana”, disse o chanceler russo em reunião com delegados do Ministério das Relações Exteriores nas entidades da Federação Russa.

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Lavrov disse que, nesse momento, estão sendo dados os passos práticos para cumprir o tratado assinado na terça-feira pelo presidente Vladimir Putin e os dirigentes da Crimeia sobre a anexação da península no sul da Ucrânia à Federação Russa.

A Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, se reúne nesta quinta-feira para aprovar uma lei de ratificação do tratado entre Rússia e Crimeia, além de outro projeto de lei constitucional no mesmo sentido. Anteriormente, o Tribunal Constitucional da Rússia decidiu que o citado tratado está de acordo com a Constituição do país. Após sua ratificação pela Duma, os documentos serão aprovados pelo Conselho da Federação, a câmara alta do Parlamento, que se reunirá nesta sexta.

Uma vez que sejam terminados os trâmites no Legislativo, Putin poderá promulgar as leis, o último passo para completar o procedimento jurídico. O projeto de lei constitucional, que determina que a Crimeia é parte da Rússia desde 18 de março – dia da assinatura do tratado.

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Liberdade – Detido nesta quarta-feira por milicianos pró-Rússia durante a invasão por civis e paramilitares do quartel-general da Marinha da Ucrânia, localizado na cidade costeira de Sebastopol, na Crimeia, o comandante-em-chefe da força naval ucraniana, o contra-almirante Sergei Gaiduk, foi libertado nesta quinta.

Gaiduk deixou a Crimeia junto com outras sete pessoas por um posto de controle na cidade de Chongar, próxima da Ucrânia continental, segundo o deputado do Parlamento ucraniano Andrei Senchenko. A libertação do contra-almirante aconteceu depois que o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoygu, intercedeu por ele junto a dirigentes crimeanos. O ministro lembrou às autoridades da Crimeia que o contra-almirante era obrigado a cumprir as ordens de seus superiores.

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O militar foi detido ontem depois que uma multidão de crimeanos pró-Rússia tomou a sede da Marinha da Ucrânia, onde a bandeira russa foi hasteada no lugar da ucraniana. “Sergei Gaiduk foi detido temporariamente, porque tem perguntas para responder” declarou a Procuradoria da Crimeia. De acordo com a versão da Procuradoria, Gaiduk “transmitiu às unidades militares da Ucrânia (na Crimeia) uma ordem proveniente de Kiev para utilizar armas contra a população civil”.

O presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov, tinha exigido que as forças de autodefesa da Crimeia libertassem Gaiduk e ameaçou tomar “medidas oportunas” caso isso não ocorresse.

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(Com agência EFE)

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