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Raúl Castro se reúne com presidente chinês

Por Ed Jones
5 jul 2012, 10h50

O presidente cubano Raúl Castro se reuniu nesta quinta-feira com seu colega Hu Jintao em Pequim, no segundo dia de uma viagem na qual espera obter o apoio de seu segundo sócio comercial e tradicional aliado político para implementar históricas reformas econômicas na ilha.

Durante a visita de quatro dias, a primeira de um presidente cubano desde que Fidel Castro visitou a China, em 2003, os governos dos países assinaram oito acordos em temas de cooperação econômica, alfândegas, telecomunicações e tecnologia.

“Estamos convencidos de que a visita imprimirá um belo impulso às relações entre Cuba e China, a atrairá maior cooperação”, assinalou o presidente Hu Jintao durante o encontro no Grande Salão do Povo da capital chinesa.

“Principalmente queremos consolidar a cooperação com a China”, afirmou, por sua vez, Raúl Castro, descrevendo as relações entre ambos como uma “que passou pela prova do tempo”.

Além disso, os dois líderes assinaram uma linha de crédito livre de juros e um acordo de empréstimo com o Banco de Desenvolvimento da China para modernizar as instalações médicas da ilha, sem que fosse especificado o montante de nenhum deles.

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O presidente cubano, que realiza sua primeira visita à China desde que substituiu no governo seu irmão Fidel, se reunirá entre quinta e sexta-feira com praticamente toda a cúpula do governo chinês.

Nesta quinta-feira também se reuniu com Wu Bangguo, presidente da Assembleia Nacional Popular (legislativo chinês), e na sexta-feira o fará com o primeiro-ministro Wen Jiabao.

Também se encontrará na sexta-feira com o vice-presidente, Xi Jingping, e com o vice-primeiro-ministro, Li Keqiang, o que lhe permitirá estreitar as relações com os dois homens considerados os prováveis sucessores dos atuais presidentes.

Pequim manifestou seu interesse em apoiar as reformas promovidas por Raúl Castro para tornar eficiente o esgotado modelo econômico centralizado da ilha, de caráter soviético.

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Cuba busca direcionar sua economia fechada para um sistema que incorpore elementos do capitalismo, um processo que a China vem implementando nas últimas três décadas com grande êxito.

“Cuba pode aprender muito com outros países socialistas que são economicamente bem sucedidos, como a China”, afirmou à AFP Yang Jianmin, secretário-geral do Centro de Estudos sobre Cuba na Academia China de Ciências Sociais.

A visita de Raúl Castro acontece cinco meses depois que o vice-presidente Marino Murillo, encarregado das reformas econômicas na ilha, também viajou à China, acompanhado, entre outros pelo vice-presidente do Conselho de Ministros, considerado um dos maiores especialistas em China na ilha.

A estreita relação entre os dois países data de 1960, quando Cuba se converteu no primeiro país da América Latina a estabelecer laços diplomáticos com Pequim. Esses vínculos se fortaleceram depois da desintegração da União Soviética em 1991, que precipitou uma espiral descendente da economia cubana.

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A China é o segundo sócio comercial de Cuba, depois da Venezuela. O intercâmbio comercial entre os dois chega a 1,9 bilhão de dólares, com um balanço de 1,223 bilhão de dólares a favor do país asiático.

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