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Putin: EUA pensam ser ‘deuses no planeta Terra’, mas domínio não é eterno

Em discurso ao Fórum Econômico de São Petersburgo, presidente russo citou formação de 'novos centros de poder', em contraste à 'velha ordem mundial'

Por Da Redação 17 jun 2022, 11h24

Em discurso ao Fórum Econômico de São Petersburgo, atrasado em algumas horas por um suposto ataque cibernético contra o sistema de registro de convidados, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os Estados Unidos não notam que há outros fortes centros de poder no mundo. Segundo ele, países do Ocidente ainda pensam nos termos do século passado, tratando outras nações como colônias.

Durante fala nesta sexta-feira, 17, Putin afirmou que, por esse pensamento, estas nações tenta isolar, ou cancelar, os Estados “errados”, citando as sanções contra seu país.

“Os Estados Unidos declararam vitória na Guerra Fria, assim como Londres, e então começaram a se ver como deuses no planeta Terra, que não têm responsabilidades, apenas interesses”, declarou. Segundo o presidente, o mundo passou por uma “formação e crescente proeminência de novos centros de poder”, e a “velha ordem mundial”, baseada em apenas um potência, é por si só “de natureza muito instável”.

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Nas semanas seguintes à invasão russa à Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia chegou a convocar o embaixador dos Estados Unidos em Moscou, John Sullivan, para dizer que as relações bilaterais entres os países estão à beira do colapso após declarações do presidente, Joe Biden, sobre Putin. Na ocasião, o democrata se referiu ao chefe de Estado como “um ditador assassino” e um “bandido” durante evento no Capitólio, fala amplamente repreendida pelo Kremlin. Para Moscou, o tom usado é “inaceitável” e representa insultos pessoais contra Putin.

Aos participantes do fórum nesta sexta-feira, Putin citou “mudanças tectônicas verdadeiramente revolucionárias na geopolítica”, impossíveis de serem ignoradas.

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“Parece que as elites dominantes de certos países ocidentais estão trabalhando precisamente sob essas mesmas ilusões de optar por ignorar o óbvio, jogando consistentemente com os fantasmas do passado”, afirmou. “Eles pensam que a dominação do ocidente e da política e economia global é uma constante – mas nada é eterno.

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As falas acontecem no dia seguinte ao anúncio do presidente francês, Emmanuel Macron, de que que França, Itália e Alemanha apoiam a candidatura “imediata” da Ucrânia à União Europeia, dando novo gás a um dos principais temas de negociações com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. Horas depois, nesta sexta-feira, a União Europeia anunciou nesta sexta-feira, 17, que vai apoiar a Ucrânia e sua vizinha Moldávia se tornarem candidatas, uma das mudanças geopolíticas mais dramáticas resultantes da invasão da Rússia.

A Ucrânia solicitou a adesão à União Europeia apenas quatro dias depois que as tropas russas cruzaram sua fronteira em fevereiro, no que o Kremlin define como uma “operação militar especial” para “desnazificar” o país vizinho. Quatro dias depois, Moldávia e Geórgia fizeram o mesmo – estados ex-soviéticos menores que também lutam contra regiões separatistas ocupadas por tropas russas.

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As falas de Putin são duras críticas também às sanções apresentadas por países do Ocidente. No fim de maio, a União Europeia concordou com uma proibição parcial do petróleo russo, cortando uma enorme fonte do financiamento da máquina de guerra russa. Além disso, há outras medidas, adotadas também por Estados Unidos, para enfraquecer a econômica de Moscou, como mo bloquear bloquear o maior credor do país, o Sberbank, da plataforma de mensagens Swift, que facilita transações internacionais, ao lado de mais dois bancos.

O bloco europeu também eliminará gradualmente a oferta de vários serviços, como seguros para entidades russas por empresas da União Europeia, e proibirá empresas do bloco de segurar as transferências de petróleo russas.

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