Progressista Bernie Sanders disputará reeleição no Senado americano

Concorrente de Hillary Clinton pela vaga de candidato democrata em 2016, Sanders promete oposição feroz a Trump no Congresso dos EUA

Por Da Redação - 21 maio 2018, 15h35

Pré-candidato à Casa Branca em 2016, o senador independente Bernie Sanders anunciou nesta segunda-feira (21) que voltará a disputar uma vaga no Senado nas eleições de novembro. Sanders prometeu manter sua feroz oposição ao presidente republicano, Donald Trump, em seu novo mandato.

Sanders disputou com Hillary Clinton, em 2016, a posição de candidato democrata às eleição. presidencial. Sua agenda sempre foi mais “progressista”, termo que nos Estados Unidos significa mais à esquerda, do que a ex-secretária de Estado. Sanders, entretanto, é uma das vozes mais sonoras no Senado contra Trump.

Em seu livro de memórias sobre a eleição de 2016, Hillary culpou Sanders por sua derrota eleitoral. Chamou o senador de “irrealístico” e disse que ele causou um dano duradouro a sua campanha e pavimentou o caminho para a vitória de Trump.

“Se eu for reeleito, podem ter certeza que vou continuar sendo um feroz opositor no Senado ao extremismo de direita de Trump e à liderança republicana”, tuitou Sanders, de 76 anos, eleito duas vezes ao Senado pelo estado de Vermont.

Publicidade

“São tempos terríveis e sem precedentes. Temos um presidente que não só é um mentiroso patológico, mas alguém que está tentando ganhar votos dividindo nossa nação com base na cor da pele, nosso país de origem, nossa religião, nossa identidade ou nossa orientação sexual”, acrescentou.

Para Sanders, ser anti-Trump ou anti-republicano é “insuficiente”. “Temos que continuar nossa luta por uma agenda progressista que desafie a oligarquia e melhore a vida dos trabalhadores em todo o país”, afirmou Sanders.

Nas eleições de novembro, o Partido Democrata espera recuperar a maioria de cadeiras no Senado e conquistar uma presença mais robusta na Câmara. nas eleições de meio de mandato em 6 de novembro. O Partido Republicano tem maioria em ambas as casas do Legislativo americano.

(Com AFP)

Publicidade