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Policiais protestam enquanto governo analisa reivindicações

Mobilizações das Forças de Segurança e da polícia, que não são autorizadas no país, não têm precedentes. Presidente Cristina Kirchner permanece em silêncio

Por Da Redação 4 out 2012, 12h13

Policiais de fronteiras e vias navegáveis da Argentina anunciaram nesta quinta-feira a intenção de manter o inédito protesto iniciado nesta semana, enquanto o governo analisa suas reivindicações trabalhistas. “A única coisa que queremos é um piso salarial”, explicou nesta quinta-feira o gendarme Raúl Maza, porta-voz dos manifestantes. O piso pretendido gira em torno de 7.000 pesos, um pouco mais de 3.000 reais.

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Os representantes da Gendarmeria e da Prefeitura Naval entregaram nesta madrugada ao secretário de Segurança, Sergio Berni, um documento com suas principais exigências para que o governo possa analisá-las e dar uma resposta que, segundo disseram os manifestantes em assembleia, poderia ser aguardada até a próxima terça-feira.

O conflito explodiu na última terça-feira, em um protesto contra a redução salarial que supôs para milhares de agentes cortes de 30% e 60% de seu salário. Os protestos, sem precedentes em um país onde as mobilizações das Forças de Segurança e da polícia não são autorizadas, provocaram a substituição de 20 generais das cúpulas da Gendarmaria e da Procuradoria.

Em meio ao silêncio da presidente argentina, Cristina Kirchner, o chefe do governo de Buenos Aires, o conservador Mauricio Macri, chamou os manifestantes ao diálogo na quarta-feira e pediu às forças de segurança que evitassem os protestos nas ruas. Neste sentido, o Parlamento também pediu aos agentes para buscarem uma solução pacífica.

(Com agência EFE)

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