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Nigéria liberta 1.000 sequestrados pelo Boko Haram

Grupo jihadista foi atacado por força militar multinacional; mais de 1.000 crianças foram sequestradas desde 2013, segundo Unicef

Por Da Redação 8 Maio 2018, 12h15

O Exército da Nigéria libertou cerca de 1.000 pessoas dos campos do grupo jihadista Boko Haram no nordeste do país. Entre os libertados estão mulheres, crianças e jovens forçados pelos jihadistas a entrar em suas fileiras, afirmou o porta-voz do Exército, Texas Chukwuma, nesta terça-feira (8).

A operação de resgate aconteceu graças à colaboração da força militar multinacional conjunta, formada em 2015 pela Nigéria, Camarões, Níger, Chade e Benin para combater a milícia islâmica em torno do Lago Chade.

O Boko Haram realiza frequentes sequestros na região, sobretudo de adolescentes, que são submetidos a casamento forçado, escravidão sexual e também a aderir ao grupo como combatentes. Em geral, são as pessoas a se sacrificar em ataques suicidas.

Mais de 1.000 crianças foram sequestradas no nordeste da Nigéria pelo Boko Haram desde 2013, publicou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no mês passado.

O sequestro em massa mais conhecido do grupo jihadista ocorreu em abril de 2014, quando foram levadas mais de 200 estudantes de um colégio em Chibok, no Estado de Borno. Mais de 100 delas foram liberadas, porém 112 permanecem em cativeiro.

No último dia 19 de fevereiro, o grupo realizou  outro sequestro em massa. Desta vez, de 113 alunas de uma escola de ensino médio de Dapchi, no Estado de Yobe. Apenas uma das meninas permanece em cativeiro.

O Boko Haram, que significa “a educação não-islâmica é pecado”, luta para impor uma corte islâmica na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul. Mais de 20 mil pessoas morreram desde o início da insurgência jihadista na região, em 2009.

(Com EFE)

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