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Na ONU, Xi afirma não querer ‘entrar em uma Guerra Fria’ com os EUA

Após discurso agressivo de Donald Trump sobre Pequim, presidente chinês falou em diálogo e multilateralismo

Por Julia Braun 22 set 2020, 12h52

Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, o presidente chinês Xi Jinping afirmou que Pequim “não tem intenção de entrar em uma Guerra Fria” com nenhum país e apostou na negociação e no multilateralismo para combater os atuais conflitos mundiais. A declaração coincide com o aumento das tensões entre a China e os Estados Unidos.

“Continuaremos a reduzir as diferenças e resolver as disputas com outras pessoas por meio do diálogo e da negociação. Não buscaremos desenvolver apenas a nós mesmos ou nos envolver em um jogo de soma zero”, disse Xi na declaração em vídeo gravada para o encontro anual realizado nesta terça-feira, 22.

O tom geral do discurso do chinês foi de pacificação, em contraste com o pronunciamento do presidente americano, Donald Trump, que fez duras críticas a Pequim sobre a condução da pandemia e sua atuação na área ambiental. Antes de apresentar a mensagem gravada de Xi Jinping, o representante da China na ONU desmentiu as acusações feitas pelo republicano minutos antes, e disse que eram “completamente falsas”.

Em seu vídeo, Xi também aproveitou para defender o multilateralismo e a atuação da China no combate à Covid-19. “Vamos honrar compromisso de oferecer 2 bilhões de dólares em assistência internacional”, declarou. “Precisamos tomar medidas para aliviar de em países em desenvolvimento”, acrescentou.

Em suas primeiras palavras, Xi louvou os esforços dos governos globais, em especial dos profissionais de saúde, para enfrentar a pandemia e disse que “o vírus será vencido, a Humanidade vai sair vitoriosa dessa batalha”. Ele ainda defendeu ações concretas e coordenadas para manter a Covid-19 sob controle e elogiou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Qualquer tentativa de politizar essa questão deve ser rejeitada”, disse, em referência às críticas dirigidas à China sobre a contenção da pandemia. Em relação à pauta ambiental, o presidente chinês disse que a pandemia lembrou a humanidade sobre a emergência de uma “revolução verde”. “Os países precisam honrar seus compromissos com o acordo de redução de emissão de gases poluentes”, declarou.

Todos os discursos de líderes mundiais previstos para esta 75ª Assembleia-Geral da ONU serão virtuais e foram pré-gravados com dias de antecedência, por conta da pandemia de coronavírus. A cerimônia foi conduzida da sede das Nações Unidas em Nova York, mas a sala contava apenas com um representante de cada delegação.

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