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Na ONU, Trump acusa China de deixar a ‘praga’ da Covid-19 se espalhar

O presidente dos Estados Unidos fez um discurso rápido na Assembleia-Geral da ONU, e enumerou os feitos de sua presidência

Por Da Redação Atualizado em 22 set 2020, 12h01 - Publicado em 22 set 2020, 11h13

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, optou por um discurso curto na 75ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nesta terça-feira, 22. Apesar de sucinta, a fala, de tons eleitorais, foi densamente focada na enumeração de seus feitos na Presidência e em ataques diretos contra a China.

“Devemos cobrar a nação que deixou livre essa praga sobre o mundo”, disse sobre o novo coronavírus. O presidente americano definiu a doença como um “inimigo invisível”, além de repetir, agora perante líderes mundiais, o termo “vírus chinês”.

“O governo chinês e a Organização Mundial de Saúde, que é virtualmente controlada pela China, falsamente declarou que não havia evidências sobre transmissão entre humanos. Depois, falsamente disseram que pessoas assintomáticas não transmitiam a doença. A ONU precisa responsabilizar a China por suas ações”, disse.

Todos os discursos de líderes mundiais previstos para esta 75ª Assembleia-Geral da ONU serão virtuais e pré-gravados com dias de antecedência, com a sede das Nações Unidas parcialmente vazia. Nas próximas semanas, a ONU organizará várias reuniões temáticas virtuais sobre a Covid-19, a luta contra a mudança climática, o Líbano, Líbia, a biodiversidade, entre outros temas.

O discurso, gravado na Casa Branca na segunda-feira 21 e apresentado virtualmente, teve cerca de sete minutos, quando o tempo recomendado pela organização era de cerca de 15. O líder americano foi precedido pelo presidente Jair Bolsonaro, que alegou que o Brasil é “vítima de campanha de desinformação sobre a Amazônia“. Desde 1955, é tradição que o mandatário brasileiro abra os discursos das lideranças.

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Em sua fala, Trump enumerou todos os seus feitos à frente do governo. As afirmações, no entanto, tiveram como alvo mais o público interno do que propriamente o tema do encontro deste ano, que é “O futuro que queremos, a ONU que precisamos: reafirmando nosso compromisso coletivo com o multilateralismo”.

Em tom eleitoral, visando a reeleição à Presidência americana em 3 de novembro, o presidente também destacou políticas para o Oriente Médio, especialmente os acordos entre Israel, Emirados Árabes e Bahrein, além da campanha de pressão sobre o Irã.

O presidente citou diretamente o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, em uma operação americana em janeiro, em Bagdá. O episódio desencadeou um ataque de mísseis do Irã contra duas bases que abrigavam soldados americanos no Iraque. Além disso, o governo iraniano derrubou um avião comercial com 176 civis, segundo as autoridades, por acreditar que se tratava de uma aeronave militar americana.

  • “Os EUA estão cumprindo seu destino de pacificadores. Mas é uma paz através da força”, disse. Trump também mencionou ações para o Afeganistão, dizendo que a presença americana fez do país “um lugar mais seguro”.

    Na segunda-feira, os EUA anunciaram a reimposição unilateral de um embargo de armas da ONU sobre o Irã, em decisão contestada pelo Conselho de Segurança da organização. O governo americano já havia anunciado no final de semana que retomaria as sanções econômicas contra Teerã que estavam suspensas pelo acordo nuclear iraniano — outra medida polêmica, pelo fato de os americanos terem se retirado do acordo em 2018.

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