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Militares invadem Congresso de El Salvador em apoio a projeto do Executivo

O presidente Nayib Bukele quer aval a empréstimo de US$ 109 milhões para reequipar as forças de segurança; oposição o acusa de 'golpe de Estado'

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h29 - Publicado em 10 fev 2020, 16h47

Militares e policiais fortemente armados invadiram o Congresso de El Salvador no domingo 9, para exigir a aprovação de um empréstimo de 109 milhões de dólares para melhor equipá-los. O montante foi proposto pelo presidente do país, Nayib Bukele, que assumiu o cargo em junho do ano passado com a promessa de combate à violência das gangues e à corrupção. 

Os oficiais forçaram a entrada no legislativo no momento em que Bukele iniciou seu pronunciamento aos deputados. Antes, ele havia dado prazo de sete dias para apoiar o projeto de empréstimo para a compra de veículos policiais, uniformes, equipamentos de vigilância e um helicóptero.

Políticos da oposição consideraram a invasão de soldados e policiais armados ao Congresso como um ato de intimidação sem precedentes, segundo a emissora britânica BBC. No Twitter, usuários salvadorenhos publicaram acusações de “golpe de Estado”.

Durante o fim de semana passado, os deputados se recusaram a discutir o projeto de lei. Em resposta, o presidente convocou seus apoiadores a sair às ruas e fazer pressão sobre o legislativo, reunindo cerca de 50.000 pessoas do lado de fora do Congresso, também segundo a BBC. Seus oponentes políticos o acusaram de autoritarismo e de ameaçá-los.

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El Salvador tem uma das taxas de homicídios mais altas da América Latina, de acordo com o Observatório de Direitos Humanos (HRW). Dados do governo mostram que, em 2019, aconteceram 4,4 assassinatos por dia. A violência no país é um dos principais motivos da imigração de salvadorenhos aos Estados Unidos.

Desde que assumiu a presidência, o outsider Bukele, alavancado por sua campanha nas redes sociais, jogou todas as cartas na contenção da violência. Em agosto passado, 72 membros de uma gangue criminosa foram condenados a 260 anos de prisão por 22 assassinatos ocorridos em 2014 e 2015. 

No mesmo mês, autoridades americanas e salvadorenhas assinaram uma carta de intenções, concordando “em fortalecer a cooperação em segurança e migração”, incluindo o endurecimento das fronteiras para contenção da entrada de imigrantes nos Estados Unidos.

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