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Argentina só pagará dívida do FMI quando sair da recessão, diz Kirchner

Afirmação foi feita pela vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, no sábado, 8. País precisa reestruturar 100 bilhões de dólares em dívida com credores

Por Jana Sampaio Atualizado em 9 fev 2020, 15h08 - Publicado em 9 fev 2020, 15h03

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse que não pagará “sequer meio centavo” da dívida argentina junto ao Fundo Monetário Internacional enquanto o país não sair da recessão. A afirmação foi feita no sábado, 8, durante apresentação de seu livro “Sinceramente”, na Feira Internacional do Livro em Havana, capital cubana.

“A primeira coisa que temos que fazer para poder pagar é sair da recessão. Se houver uma recessão, ninguém vai pagar sequer meio centavo e a forma de sair da recessão é por meio de muito investimento estatal”, disse Kirchner.

A Argentina precisa reestruturar 100 bilhões de dólares em dívida soberana com credores, incluindo parte de um crédito de 57 bilhões de dólares que o FMI deu ao país em 2018.

As tratativas com o FMI são cruciais para as esperanças argentinas de evitar um calote em meio a uma crise cambial, alta inflação e economia em contração. Uma missão técnica do FMI deve chegar a Buenos Aires na semana que vem para discutir as obrigações da Argentina com o Fundo.

Com Reuters

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