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México sofre ataque hacker que expõe problemas de saúde do presidente

Os vazamentos mostram que López Obrador sofre de problema cardíaco e precisou ir ao hospital várias vezes em janeiro para tratamento

Por Matheus Deccache
30 set 2022, 16h16

O governo do México disse nesta sexta-feira, 30, que sofreu uma grande invasão hacker nos dados das Forças Armadas, que incluem detalhes sobre um problema cardíaco do presidente Andrés Manuel López Obrador que o levou a ser internado no hospital em janeiro. 

Em coletiva de imprensa, López Obrador disse que as informações publicadas na mídia eram verdadeiras e confirmou as revelações sobre seus problemas de saúde. 

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“Houve um ataque cibernético porque os hackers exploraram uma mudança no sistema de TI dos militares”, disse ele. 

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De acordo com a mídia local, o invasor obteve acesso a mais de seis terabytes de dados do Ministério da Defesa, incluindo informações sobre figuras criminosas, transcrições de comunicações e o monitoramento do embaixador dos Estados Unidos, Ken Salazar, no país.

O hacker confirmou a revelação feita pelo governo mexicano na última quinta-feira 29, de que o acidente com um helicóptero militar que causou a morte de 14 pessoas em julho se deu por falta de combustível. 

As informações vazadas também expuseram que López Obrador foi diagnosticado com uma forma de angina – dor no peito causada pela diminuição do fluxo de sangue no coração – e teve 10 consultas médicas na primeira quinzena de janeiro. 

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O presidente, que sofreu um ataque cardíaco em 2013, disse na época que precisou ir ao hospital por causa do risco de sofrer outro semelhante. Seu governo afirmou posteriormente que ele foi submetido a um cateterismo cardíaco e que estava fazendo exercícios e tomando remédios para controlar o problema de pressão alta.

O ataque hacker foi realizado por um grupo identificado como Guacamaya – arara, em espanhol – e, de acordo com o Distributed Denial of Secrets, um banco de dados de vazamentos, eles estão executando uma série de ataques visando forças de segurança na América Latina. O grupo assumiu responsabilidade por incidentes cibernéticos no Peru, El Salvador, Chile e Colômbia.

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Um dos motivos do ataque pode ter sido a aprovação de uma lei no México neste mês, que amplia o mandato das Forças Armadas com objetivo de intensificar o combate ao crime. A medida levantou críticas da população por supostos abusos cometidos por militares e trouxe preocupações sobre uma possível militarização da segurança pública nacional. 

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