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Menino dorme durante discurso de Trump e viraliza nas redes sociais

Joshua Trump foi convidado para a cerimônia sobre o “Estado da União” depois de sofrer bullying na escola por seu sobrenome

Por Da Redação - 6 fev 2019, 17h01

Joshua Trump foi convidado especialmente pela Casa Branca para assistir ao discurso sobre o “Estado da União” desta terça-feira 5, no plenário do Congresso americano. Tratou-se de um privilégio para o garoto de 11 anos, de Delaware, mal-tratado há pelo menos dois anos pelos coleguinhas por seu sobrenome. Mas os 82 minutos de discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado às 21h, foi pesado demais para o garoto.

As fotos do Joshua recostado na poltrona, no mais profundo sono, viralizaram na imprensa americana e estrangeira nas redes sociais. Longe de ser criticado, o menino vem sendo chamado de “herói da resistência anti-Trump” pelos americanos contrários ao presidente.  Outros usuários das redes sociais consideraram “fofo” o menino ter dormido, e houve os que se valeram da situação para fazer piada e protestar contra Trump.

“Joshua é meu Trump favorito”, escreveu uma internauta. “Joshua Trump, bem-vindo à resistência”, disse outro usuário das redes.

Apesar do sobrenome, Joshua não é parente do líder republicano. Mas tornou-se alvo de bullying na escola que frequentava justamente por causa de seu sobrenome. A ideia de convidá-lo para o discurso “Estado da União” partiu da primeira-dama, Melania Trump, que lidera uma campanha de combate ao bullying.

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Joshua assistira ao discurso do presidente dos Estados Unidos ao lado de Melania e de Grace Eline, de 10 anos, uma sobrevivente de câncer. O menino começou a sofrer bullying na escola em 2015, quando Trump anunciou sua candidatura à Presidência. Segundo seus pais, Megan Trump e Bobby Berto, Joshua teve que sair do colégio e passou a ser educado em casa até entrar no Ensino Fundamental II.

O presidente, a primeira-dama e os 535 membros do Congresso têm permissão para levar convidados o “Estado da União”, o mais importante discurso do chefe de governo no plenário do Legislativo desde a época de George Washington. No evento, o presidente tem a oportunidade de destacar os resultados de seu último ano de governo e de apresentar as metas e prioridades para o período seguinte.

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Além de Joshua, porém, outros ilustres convidados para o discurso também chamaram a atenção da imprensa e dos usuários das redes sociais por suas reações às declarações de Trump. A democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados, foi uma delas.

Vestida de branco e com um colar vermelho e azul que chamavam mais atenção do que a gravata torta de Trump, a congressista da Califórnia franzia os lábios e dava sorrisos forçados. Os internautas também notaram que Pelosi passou grande parte do discurso lendo a transcrição do pronunciamento do presidente, ao invés de prestar atenção no que o próprio republicano estava dizendo.

Quando se levantou para aplaudir um trecho da fala de Trump, com o qual concordara, pareceu estampar uma expressão de ironia. “Quem poderia imaginar que aplausos poderiam transmitir raiva, desdém e ameaças de vingança”, questionou a ativista Shannon Watts no Twitter, esquecendo-se do ponto de interrogação.

As expressões faciais de outros congressistas democratas, que rejeitam as principais propostas de Trump, também tomaram conta das redes sociais.

“A cara de quem não dá a mínima da Alexandria Ocasio-Cortez somos todos nós agora”, escreveu uma usuária. Ocasio-Cortez é deputada em primeiro mandato por Nova York e vem chamando a atenção por suas atitudes contestadoras e por seu ativismo progressista.

O protesto das deputadas democratas, que se vestiram de branco para comemorar os 100 anos da conquista do direito ao voto feminino e expressar seu descontentamento com o governo Trump, também chamou a atenção. Sentadas como um bloco no plenário, elas raramente aplaudiram o discurso do presidente e, mimetizando a líder Pelosi, valeram-se de expressões faciais para demonstrar a oposição à fala do republicano.

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