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Democrata questiona dados econômicos positivos de Trump e critica muro

Stacey Abrams foi a escolhida pelos Democratas para se pronunciar no discurso sobre o Estado da União

Por EFE - Atualizado em 6 fev 2019, 04h50 - Publicado em 6 fev 2019, 04h49

A democrata Stacey Abrams, responsável pela resposta da oposição ao discurso sobre o Estado da União do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu pontos da fala do republicano, alertando que “fábricas estão fechando” e “demissões estão chegando”.

“Em vez de trazer de volta empregos, as fábricas estão fechando, as demissões estão chegando e os salários estão lutando para acompanhar o custo real de vida”, disse Abrams, uma estrela emergente democrata que em novembro do ano passado perdeu as para o governo da Geórgia.

Minutos antes, em seu discurso no Congresso, Trump disse que “as empresas estão voltando em grande número” para os Estados Unidos graças a sua reforma tributária e destacou que em dois anos na Casa Branca, aumentou 5,3 milhões de empregos, 600 mil deles na indústria.

Stacey Abrams, no entanto, disse que “a reforma tributária manipulou o sistema para os trabalhadores”. “Embora eu esteja decepcionada da forma como o presidente aborde nossos problemas, não quero que ele fracasse”, afirmou.

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A democrata também respondeu às propostas de imigração de Donald Trump, que durante seu discurso afirmou que será capaz de construir o muro na fronteira com o México, apesar dos obstáculos que vem encontrando no Congresso.

“Uma abordagem compassiva da fronteira não é o mesmo que fronteiras abertas. O presidente (Ronald) Reagan entendeu. O presidente (Barack) Obama entendeu. Os americanos entendem”, disse Stacey, afirmando que os EUA são mais fortes pela presença de imigrantes, não de muros”.

Além disso, ela também colocou sobre a mesa uma agenda política para o país antagônico ao qual o governo Trump defende, com propostas para combater a mudança climática, ampliar o acesso ao sistema público de saúde ou defender o direito de voto das minorias.

A democrata fez referência às eleições para o governo da conservadora Geórgia, que perdeu por uma margem estreita em novembro, entre muitas queixas de que os eleitores negros não poderiam exercer seu voto.

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