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Maduro vai à Rússia se encontrar com Putin em meio à crise com Guiana

Visita ao maior aliado externo acontece pouco depois de referendo para anexação de região de Essequibo

Por Da Redação
8 dez 2023, 13h47

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu recorrer a Vladimir Putin, líder da Rússia e seu maior aliado externo, em meio à crise crescente com a Guiana. Ele deve chegar em Moscou no próximo domingo, 10, ou segunda-feira, 11, de acordo com autoridades locais.

A visita já vinha sendo discutida desde o começo do ano, dado que a Venezuela tem relações próximas com a Rússia desde os anos de Hugo Chávez, quando se tornou um grande parceiro militar de Moscou. Em novembro, o chanceler venezuelano, Yván Gil Pinto, foi até Moscou para se encontrar com seu colega Sergei Lavrov.

+ Maduro: um basta ao ditador

Crise em Essequibo

No último domingo, 3, Maduro fez um plebiscito de anexação da região de Essequibo, 70% do atual território da Guiana, à Venezuela. A região tem uma grande reserva de petróleo no seu litoral, quase equivalente à brasileira, e a sua exploração pela empresa americana ExxonMobil tem se revertido em um aumento brutal no PIB da Guiana.

O líder venezuelano divulgou um novo mapa do país, incorporando a região, nomeou um general como governador regional e disse que a petroleira estatal iria conceder licenças de exploração dos recursos do vizinho. A medida também atende a necessidades eleitorais, já que Maduro enfrenta pressão para liberar a oposição para concorrer nas eleições presidenciais de 2024, e o baixo comparecimento ao plebiscito demonstrou a necessidade de ganhar apoio.

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+ Mercosul cita ‘profunda preocupação’ com tensão entre Venezuela e Guiana

Respostas à Caracas

A Guiana, com 3.400 soldados no total, denunciou o movimento da Venezuela e se colocou em alerta total. O Brasil incentivou os dois países a dialogarem e evitarem uma escalada de tensões na região.

Por outro lado, os Estados Unidos lançaram um sinal para Caracas anunciando uma manobra militar na Guiana, com o sobrevoo de aeronaves pela região. Na Casa Branca, o porta-voz da área de segurança nacional, John Kirby, reforçou o “apoio inabalável” dos americanos à soberania guianense.

Nesta sexta-feira, 8, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia fez seu primeiro comentário sobre a crise. A porta-voz Maria Zakharova disse que Moscou pede que tanto Venezuela, quanto Guiana, “se abstenham de ações em Essequibo que possam prejudicar as partes”.

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+ Conselho de Segurança da ONU vai discutir tensão entre Venezuela e Guiana

Guerra apenas na retórica

Diplomatas russos acreditam que não existe interesse de Moscou em uma guerra na América do Sul, visto que o Kremlin tem a suas atenções focadas na Ucrânia e, de forma secundária, no conflito entre Israel e o Hamas no Oriente Médio. Por outro lado, analistas afirmam que a Rússia poderia ganhar com um diversionismo em uma área próxima aos EUA.

Apesar de ter a superioridade militar, militares brasileiros também duvidam que Maduro vá às vias de fato com a Guiana. Para isso, a invasão deve ser feita pela água ou ar, salvo a possibilidade de Caracas querer usar o território brasileiro de Roraima para acessar a região.

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