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Líder rebelde sul-sudanês diz que respeitará cessar-fogo

Na cidade de Bor, porém, tropas rebeldes entraram em confronto com o exército

O ex-vice-presidente do Sudão do Sul Riak Mashar afirmou nesta terça-feira que “está pronto para respeitar imediatamente” o cessar-fogo imposto há quatro dias pelos países do leste da África, que integram a Autoridade Internacional para o Desenvolvimento (Igad, na sigla em inglês). O Igad determinou que o Sudão do Sul “ponha fim ao derramamento de sangue”, e se mostrou disposto a negociar uma saída mediada para o conflito.

“Fazemos um apelo à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad) e à União Africana (UA) para que tente conter o governo de Uganda em seus esforços para alimentar o conflito mediante o envio de tropas e aviões de guerra para apoiar [o presidente] Salva Kiir”, disse Mashar em comunicado.

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Sudão do Sul

Confrontos – Desrespeitando a determinação de cessar-fogo, rebeldes e tropas do governo do Sudão do Sul entraram em confronto nesta terça-feira na disputa pelo controle da cidade de Bor, informou o porta-voz do exército Philip Aguer. Na semana passada, o exército celebrou a retomada de Bor do controle dos rebeldes, que estão em luta contra as tropas do governo há mais de duas semanas.

Histórico – Desde a tentativa de golpe no último dia 15, o Sudão do Sul é cenário de conflitos entre militares do governo e grupos rebeldes. Para tentar encerrar a crise, evitando uma guerra civil, vários países tentam fazer o papel de mediação. Além da União Europeia (UE), os Estados Unidos já enviaram representantes ao país.

O presidente Salva Kiir é da etnia Dinka, enquanto o ex-vice-presidente Machar é da etnia Nuer. Com isso, em poucos dias, os embates ganharam ares de conflito étnico entre as duas comunidades, com ondas de violência se espalhando para outras regiões do país.

Em julho, o presidente Kiir demitiu seu vice e outras figuras de proa de seu governo, em meio a rivalidades entre os dois políticos e dissensões dentro do regime, formado por ex-rebeldes que conquistaram a independência do Sudão, em julho de 2011. Líderes regionais pediram que Machar se encontre com Kiir nesta terça-feira, mas as chances de esse encontro ocorrer são pequenas.

(Com agência EFE)