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Legislador tibetano diz que renúncia de Dalai Lama é ‘tolice’

Para presidente da Assembleia Popular, o efeito político de anúncio é nulo

Por Da Redação 11 mar 2011, 10h58

Para o presidente da Assembleia Popular do Tibete, Qiangba Puncog, a renúncia do Dalai Lama “não faz sentido”. Na quinta-feira, o líder espiritual dos tibetanos anunciou que cederá seus poderes políticos a representantes livremente eleitos pelo povo.

Nesta sexta, porém, Pucog definiu o gesto como uma “tolice”. “Já que nenhum país reconhece seu autodeclarado ‘governo tibetano no exílio’, o que fizer em sua organização política ilegal serão tolices e não afetarão o Tibete em nada”, disse o político comunista, citado pelo diário oficial China Daily.

Puncog afirmou ainda que “há uma grande diferença entre o Dalai Lama se aposentar como líder político e se retirar como guia religioso”. E acrescentou que o budista disse em muitas ocasiões que se aposentaria total ou parcialmente como figura política e que é preciso aguardar para ver se o anúncio é real desta vez.

A renúncia – Dalai Lama fez seu anúncio de renúncia no 52º aniversário da fracassada revolta do Tibete contra a China, da cidade indiana de Dharamsala, onde vive exilado desde 1959. Ele garantiu que não se sente “desanimado” nem pretende “se esquivar de responsabilidades” e que seguirá fazendo sua “parte na causa justa” do Tibete. “Desde a década de 1960, manifestei que os tibetanos necessitam de um líder livremente eleito pelo povo tibetano, a quem eu possa delegar o poder. Agora, claramente chegou o momento de colocar isso em prática”.

Ainda não há detalhes do processo, mas para que os tibetanos possam eleger um novo líder, a Constituição terá de ser alterada. Depois de tomar conhecimento da declaração, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Jiang Yu, assinalou que a decisão do Dalai Lama é “um truque para enganar a comunidade internacional” e o acusou de estar “envolvido em atividades destinadas à divisão da China”.

(Com agência EFE)

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