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Itália estende passe sanitário para viagens de trem, avião e ônibus

Documento foi implementado pelo governo no início do verão europeu para tentar prevenir infecções e encorajar as pessoas a se vacinarem

Por Da Redação Atualizado em 1 set 2021, 15h49 - Publicado em 1 set 2021, 15h46

A Itália ampliou o uso de seu passe sanitário nesta quarta-feira, 1, tornando-o obrigatório para quem viaja em trens de alta velocidade, aviões, balsas e ônibus inter-regionais. O certificado, que pode ser apresentado em versão digital ou impressa, mostra se a pessoa  recebeu ao menos uma dose da vacina  contra a Covid-19, se testou negativo ou se recuperou recentemente do vírus.

O passe foi implementado pelo governo do premiê Mario Draghi em 5 de agosto, início do verão europeu, para tentar prevenir infecções e encorajar as pessoas a se vacinarem. Inicialmente, foi necessário para entrar em muitos locais culturais e de lazer, mas seu escopo tem sido gradualmente ampliado.

A medida foi apresentada junto com um decreto que ampliou o estado de emergência por mais cinco meses, até 31 de dezembro, em meio às preocupações com a variante Delta, de maior poder de transmissão.

A expansão do passe nesta quarta-feira, no entanto, gerou protestos de alguns italianos, que dizem que a obrigatoriedade cerceia liberdades individuais. Em resposta à medida, alguns deles prometeram bloquear o tráfico ferroviário, embora apenas uma pequena quantidade de pessoas tenha de fato ocupado as ruas.

Ao todo, cerca de 70%  dos italianos com mais de 12 anos estão totalmente vacinados e a grande maioria das pessoas parece apoiar a campanha de vacinação e o passe verde.

“É um resultado importante que foi alcançado graças ao compromisso de muitos”, disse o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira. “Especialmente as mulheres e homens do Serviço Nacional de Saúde e todos os voluntários que, inclusive durante o verão, levaram à cabo um dos maiores desafios que já tivemos que enfrentar em nosso país”.

  • O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, denunciou na última terça-feira o que chamou de “clima de ódio” contra a campanha de vacinação, depois que ele e vários outros políticos e médicos especialistas receberam ameaças nas redes sociais.  

    O governo já disse que os professores precisarão do passe quando as escolas reabrirem neste mês, após as férias de verão. Na semana passada, as autoridades disseram que estavam considerando estender o esquema a qualquer pessoa que trabalhe em um escritório público ou supermercado.

    Cerca de 129.221 pessoas morreram de coronavírus na Itália desde o início da pandemia, o segundo maior número de mortes na Europa, atrás apenas do Reino Unido. Ao todo, o país soma 4,54 milhões de casos. 

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