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Isolado, Reino Unido teme desabastecimento no Natal

Rede de supermercados afirmou que podem faltar alimentos frescos, incluindo frutas e legumes

Por Ernesto Neves Atualizado em 21 dez 2020, 16h30 - Publicado em 21 dez 2020, 15h59
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  • Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, o secretário dos Transportes, Grant Shapps, e o chefe do Comitê Científico britânico, Patrick Vallance, reunidos em entrevista coletiva nesta segunda-feira 21
    Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, o secretário dos Transportes, Grant Shapps, e o chefe do Comitê Científico britânico, Patrick Vallance, reunidos em entrevista coletiva nesta segunda-feira 21  (AFP/AFP)

    Comerciantes do Reino Unido alertaram nesta segunda-feira 21 para o risco do país sofrer desabastecimento antes do Natal.

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    Desde o último domingo 20, os britânicos estão praticamente isolados do restante do planeta após cientistas encontrarem uma nova cepa do coronavírus.

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    Ao menos 30 países já suspenderam suas conexões com a Grã-Bretanha.

    No sul da Inglaterra, avisos nas estradas alertam viajantes e motoristas de carga sobre o fechamento da fronteira com a França.

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    A suspensão total de trânsito na fronteira foi ordenada pelo presidente Emmanuel Macron. Estão vetadas ligações terrestres, marítimas e aéreas por ao menos 48 horas.

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    Segundo a rede de supermercados Sainsbury’s, uma das principais do país, há risco de faltar alimentos frescos, como frutas, alface e couve-flor, caso a interrupção prossiga.

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    Para piorar, a interrupção ocorre a apenas dez dias do Brexit, marcado para o dia 31 de dezembro. Até o momento, Reino Unido e União Europeia não firmaram um acordo comercial.

    Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o primeiro-ministro Boris Johnson garantiu que os bloqueios “afetam apenas a carga transportada por humanos”.

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    E que a maior parte dos contêineres viajam sozinhos de navio.  “Apenas 20% do total que vem ou vai para o continente europeu”, disse.

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    De acordo com Johnson, a maioria dos alimentos, remédios e outros suprimentos continuam a sair normalmente.

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    “Acabei de falar com o presidente Macron e queremos resolver esses problemas o mais rápido possível”, afirmou.

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