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Irã aguarda quinto pagamento por cumprir acordo nuclear

Parcela de US$ 450 milhões deve ser liberada para Teerã ainda nesta semana

Por Da Redação - 16 abr 2014, 10h51

O Irã espera receber nesta semana a quinta parcela de fundos anteriormente bloqueados no exterior, disse um alto funcionário, referindo-se a um pagamento que confirmaria o cumprimento do acordo preliminar com potências mundiais para restringir seu programa nuclear. Conforme o pacto que entrou em vigor em 20 de janeiro, o Irã receberá 4,2 bilhões de dólares em oito parcelas ao longo de seis meses, desde que cumpra sua parte no acordo.

Teerã diz ter recebido quatro transferências em fevereiro e março, totalizando cerca de 2,1 bilhões de dólares. A quinta parcela, de 450 milhões de dólares, venceu em 15 de abril e dependia da condição de o Irã diluir metade do seu estoque de materiais nucleares. Diplomatas dizem que o Irã cumpre sua parte no acordo. O vice-chanceler Majid Takht-Ravanchi disse na terça-feira à agência estatal de notícias Irna, sem dar detalhes, que a nova parcela “seria liberada amanhã [nesta quarta-feira]”. Takht-Ravanchi é um membro graduado da equipe negociadora do Irã.

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O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, disse na semana passada que o acordo entre o Irã e as potências – Estados Unidos, França, Rússia, Alemanha, China e Grã-Bretanha – está sendo implementado conforme o planejado. A AIEA, que mantém inspetores na República Islâmica, divulga relatórios mensais sobre a adesão iraniana ao acordo. A próxima atualização sai na semana que vem.

Pelo acordo firmado em 24 de novembro, o Irã concordou em suspender o enriquecimento de urânio até um alto grau de pureza, além de diluir e converter o estoque de urânio enriquecido até uma pureza físsil de 20%. Dependendo do grau de pureza, o urânio pode ser usado com fins civis ou militares. Os EUA e seus aliados acusam o Irã de ter tentado desenvolver armas nucleares, algo que a República Islâmica há anos nega, insistindo no caráter pacífico das suas atividades.

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(Com agência Reuters)

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