Clique e assine a partir de 9,90/mês

Inquérito do FBI sobre campanha de Trump não teve viés político

Segundo o Departamento de Justiça a investigação iniciada em 2016 traz um total de 17 erros e omissões processuais

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h33 - Publicado em 9 dez 2019, 20h18

Relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) aponta que a investigação do FBI sobre a interferência do governo da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 não foi motivada por interesses políticos contrários ao presidente americano, Donald Trump. O texto foi divulgado nesta segunda-feira, 9.

O inspetor-geral do DOJ, Michael Horowitz, que assina o relatório, descobriu que o FBI tinha um “propósito autorizado” legal para pedir aprovação de um tribunal para começar a vigiar Carter Page, conselheiro de campanha de Trump.

Mas Horowitz também descobriu um total de 17 erros e omissões “básicos e fundamentais” na solicitação original e em todas as renovações subsequentes ao Tribunal de Vigilância da Inteligência Estrangeira (Fisa). Esses erros fizeram o caso parecer mais consistente do que era, disse Horowitz.

O relatório ressaltou em particular o fato de um advogado do FBI que ter alterado um email contido em uma renovação da solicitação, que afirmava que Carter Page “não era uma fonte” de outra agência governamental dos Estados Unidos. Na verdade, Page atuou como um “contato operacional” de outra agência não identificada, que não foi mencionada no relatório.

Continua após a publicidade

A investigação do FBI foi iniciada em 2016. Portanto antes da vitória de Trump nas eleições, em novembro. Em maio de 2017, passou para o comando do procurador especial Robert Mueller, ex-chefe do FBI, depois que o presidente republicano demitiu James Comey, à época diretor da agência.

O inquérito de 22 meses de Mueller detalhou uma campanha russa de hackers e propaganda para semear discórdia nos Estados Unidos, prejudicar Hillary e impulsionar Trump. Mueller documentou vários contatos entre nomes da campanha do republicano e Moscou.

O procurador não encontrou evidências insuficientes de uma conspiração criminosa, mas não isentou o presidente em uma acusação por obstrução de justiça.

Publicidade