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Hubei registra mais 118 mortes por coronavírus e total passa de 2,2 mil

Já na Coreia do Sul, onde a primeira morte aconteceu nesta quinta, os casos confirmados subiram para 156; no mundo, são mais de 75 mil infectados

Por Da Redação - Atualizado em 21 fev 2020, 01h45 - Publicado em 21 fev 2020, 00h40

As autoridades de saúde da China anunciaram nesta sexta-feira, 21 (noite de quinta, 20, no Brasil), que foram registradas mais 115 mortes na província de Hubei, elevando a 2.236 o número total de óbitos no país provocadas pela epidemia do novo coronavírus.

A maior parte dos falecimentos no território chinês foi registrada na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei e epicentro da doença. Além disso, a Comissão de Saúde de Hubei relatou 411 novos casos de infecção nesta província, incluindo 319 em Wuhan, e o restante em várias cidades.

Cerca de 75.000 pessoas foram infectadas pelo COVID-19 na China continental e centenas em mais de 25 países.

As autoridades chinesas informaram na quinta-feira que o método de contagem de portadores do novo coronavírus mudou novamente e agora incluirá apenas os diagnósticos obtidos através de testes de laboratório.

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É a segunda mudança de critério em apenas oito dias, uma decisão que pode atrapalhar as estatísticas e complicar o monitoramento da disseminação da doença.

Novos casos na Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, as autoridades locais anunciaram também nesta sexta que foram diagnosticados 52 novos casos da doença COVID-19, o que eleva para 156 o número de pacientes que deram positivo para o novo coronavírus no país.

Desse total de infectados, 39 dos novos casos estão ligados à “Igreja de Jesus Shincheonji”, localizada na cidade de Daegu, a quarta maior da Coreia do Sul, com mais de 2,5 milhões de habitantes, informou o Centro Coreano de Controle e prevenção de doenças.

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No total, mais de 80 fiéis desta igreja foram infectados. Uma mulher de 61 anos, membro desta seita cristã e que não sabia que havia contraído pneumonia viral, transmitiu o vírus para as outras pessoas enquanto participava de cultos religiosos.

O prefeito da cidade pediu à população que evitasse sair de casa. Por sua vez, o comando da guarnição do exército dos Estados Unidos posicionado nesta cidade, onde cerca de 10.000 soldados, civis e familiares vivem e trabalham, restringiu o acesso à base.

Na sexta-feira, era possível ver vários habitantes da cidade usando máscaras.

O Centro Coreano de Controle e Prevenção de Doenças relatou outro caso confirmado em um hospital no condado de Cheongdo, perto de Daegu, elevando para 16 o número de pessoas infectadas, incluindo pacientes e equipe médica, nesta unidade.

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Depois do foco de infeção registrado no navio de cruzeiro Diamond Princess no Japão, a Coreia do Sul é o país com o maior número de casos da doença fora da China.

(com AFP)

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