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Homem é preso ao entrar com gasolina e isqueiros em catedral de Nova York

Confrontado por segurança, suspeito derramou combustível no chão da Catedral de São Patrício; no último mês, três igrejas foram incendiadas nos EUA

Um homem de 37 anos foi preso na noite de quarta-feira 17 depois de entrar na Catedral de São Patrício, em Nova York, carregando latas cheias de gasolina e isqueiros, segundo informações do departamento de polícia da cidade, o NYPD. 

O suspeito entrou na catedral católica, nas proximidades da famosa Quinta Avenida, por volta das 20h do horário local (21h no horário de Brasília). Ao ser confrontado por um segurança, ele começou a andar em direção à porta de saída derramando gasolina no chão da igreja. Alarmado, o guarda acionou policiais que estavam de plantão na mesma rua.

Os agentes levaram o homem a uma delegacia e, após interrogatório, ele permanece em prisão preventiva, declarou John Miller, vice-comissário de inteligência e contraterrorismo da polícia de Nova York.

“Uma pessoa que entra em um lugar emblemático como a Catedral de São Patrício com quatro galões de gasolina, de cerca de 15 litros, fluído para isqueiros e isqueiros é algo que nos preocupa muito”, declarou Miller. Questionado sobre uma possível motivação terrorista, Miller afirmou que ” ainda é muito cedo para afirmar algo do tipo.”

A autoridade destacou o fato de o incidente ter ocorrido poucos dias depois de chamas atingirem a Catedral de Notre Dame, em Paris, e do incêndio criminoso em três igrejas da comunidade negra no estado americano de Louisiana, entre os dias 26 de março e 4 de abril.

À polícia, o homem detido afirmou que estava apenas atravessando a catedral para passar da Avenida Madison para a Quinta Avenida, onde seu carro estava parado por falta de gasolina.

Os agentes verificaram que o veículo indicado não estava sem combustível e deram voz de prisão ao suspeito. “Ele já é um conhecido da polícia e estamos investigando seus antecedentes”, acrescentou Miller; “Mas não sabemos qual era sua motivação.”

(Com Reuters)