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França garante aos EUA ‘solidariedade total’ aos aliados

Presidente francês também pediu que o Irã evite 'qualquer escalada militar que possa agravar a instabilidade regional'

Por Da Redação - Atualizado em 7 jan 2020, 09h49 - Publicado em 5 jan 2020, 18h57

O presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu neste domingo ao colega americano, Donald Trump, sua “solidariedade total aos aliados”, e pediu ao Irã que evite “qualquer escalada militar que possa agravar a instabilidade regional”.

“Frente ao aumento da tensão em Iraque e região”, Macron expressou sua “preocupação com as atividades desestabilizadoras da força Al-Quds sob a autoridade do general Qasem Soleimani“, morto na última sexta-feira pelos Estados Unidos, e “defendeu a necessidade de que o Irã as interrompa”, segundo um comunicado do Eliseu.

O presidente francês ratificou “a determinação da França de trabalhar ao lado de seus parceiros regionais e internacionais para acalmar a tensão”, e reiterou que, para ele, “a prioridade deve ser a continuidade da ação da Coalizão Internacional contra o Estado Islâmico, com pleno respeito à soberania do Iraque, para a sua segurança e a estabilidade regional”.

Também neste domingo, o governo iraniano anunciou que deixará de cumprir a última das limitações impostas ao programa nuclear do país pelo acordo assinado em 2015, mas ressaltou que segue como parte do pacto e que continuará cooperando com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

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Em comunicado, o Irã afirmou que adotará o quinto passo de redução dos compromissos nucleares assumidos pelo país há quatro anos, que era o limite de 6.100 centrífugas para produzir urânio previsto no acordo, do qual ainda fazem parte Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e China. Os Estados Unidos deixaram o pacto em maio de 2018.

O descumprimento das restrições impostas pelo Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) era uma resposta esperada após o ataque dos EUA que matou Soleimani. Na prática, o Irã agora deixa de respeitar os limites operativos impostos pelo JCPOA ao percentual de enriquecimento de urânio e à quantidade de material enriquecido que o país pode possuir.

(Com AFP)

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