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Ex-mordomo deverá cumprir pena em cela do Vaticano

Paolo Gabriele foi condenado a um ano e meio de prisão por subtrair documentos confidenciais, mas perdão papal ainda não está descartado

Por Da Redação
23 out 2012, 12h54

O ex-mordomo do papa Bento XVI, Paolo Gabriele, condenado por ‘furto agravado’, cumprirá pena de 18 meses em uma cela do Vaticano, informou nesta terça-feira o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi. O Vaticano divulgou também o texto da sentença, que estabelece que a pena será contada a partir de maio, quando ele foi preso. Desde então, ele permanece em prisão domiciliar com a família dentro do Vaticano. “Se não apresentar recursos nos próximos dias, Gabriele cumprirá pena dentro do Vaticano. Várias celas da gendarmaria foram equipadas para recebê-lo”, disse Lombardi. Gabriele deverá pagar também o custo do processo, de cerca de 1.000 euros (2.600 reais).

Lombardi explicou que, em consequência da gravidade da condenação, Gabriele, de 47 anos, não será beneficiado pela liberdade condicional. No entanto, a sua pena, anteriormente estipulada em três anos, foi reduzida e ainda não está descartada a possibilidade de clemência do pontífice.

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Laico mais próximo a serviço do Papa, o ex-mordomo, que tem cidadania do Vaticano, foi condenado em 6 de outubro a um ano e meio de prisão por furtar centenas de documentos confidenciais do Sumo Pontífice e de seu secretário, que foram repassados à imprensa. O Tribunal do Vaticano condenou Gabriele a três anos de prisão, mas reduziu a pena à metade ao conceder atenuantes. A sentença ainda pode ser alterada, já que os prazos para apresentar recursos não chegaram ao fim.

Processo – O julgamento do mordomo do papa deixou mais dúvidas que respostas sobre o chamado ‘Vatileaks’, o caso de divulgação de documentos confidenciais do Vaticano que, segundo os analistas, não pode ser considerado concluído. Durante o processo, o ambiente era de descontentamento e frustração no círculo próximo ao pontífice. O julgamento não dissipou a suspeita de que, por trás do caso, estaria sendo organizado um complô contra alguns setores da hierarquia eclesiástica. Cúmplice de Gabriele, o técnico de informática Claudio Sciarpelletti será julgado a partir de 5 de novembro.

(Com agência France-Presse)

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