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EUA reforçam tropas e elevam ultimato ao Irã; sinais de ataque iminente crescem

Trump dá ultimato a Teerã, Washington reforça presença militar no Golfo e Israel se prepara para possível conflito

Por Ernesto Neves 20 fev 2026, 16h08 • Atualizado em 20 fev 2026, 17h21
  • O governo dos Estados Unidos intensificou nas últimas semanas os sinais de que uma ação militar contra o Irã pode estar próxima.

    Em meio a negociações frágeis sobre o programa nuclear iraniano, o presidente Donald Trump elevou o tom, fixou um prazo público para um acordo e autorizou o reforço da presença militar americana no Oriente Médio, em um movimento que analistas descrevem como preparação concreta para um eventual ataque.

    A escalada ocorre enquanto Teerã promete retaliação “decisiva” em caso de agressão e Israel coloca suas estruturas de emergência em estado de prontidão.

    O ultimato de Trump

    Nos últimos dias, Trump afirmou que o Irã tem “10 a 15 dias” para avançar em um acordo considerado aceitável por Washington. O presidente advertiu que, sem progresso substancial, “coisas muito ruins” podem acontecer.

    A Casa Branca sustenta que o objetivo central é impedir que o Irã obtenha armas nucleares.

    Autoridades americanas afirmam que as opções sobre a mesa vão desde ataques limitados a instalações estratégicas até operações mais amplas contra infraestrutura militar.

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    Reportagens da Reuters indicam que planos avaliados pelo Pentágono incluem alvos específicos de alto valor estratégico.

    O governo também sinalizou que considera ter base legal para agir caso entenda que interesses vitais dos EUA estejam sob ameaça, reacendendo o debate interno sobre a necessidade de autorização prévia do Congresso.

    Deslocamento de forças no Golfo

    A retórica foi acompanhada de movimentação militar. Os EUA ampliaram sua presença naval e aérea na região do Golfo, incluindo o deslocamento de grupos de ataque liderados por porta-aviões e o reforço de sistemas de defesa antimísseis.

    Entre os navios mobilizados estão o USS Gerald R. Ford e o USS Abraham Lincoln, acompanhados de destróieres e aeronaves de apoio.

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    O envio de baterias Patriot e outros sistemas de defesa aérea também foi registrado por veículos internacionais.

    Especialistas ouvidos por agências internacionais avaliam que o volume e a natureza dos deslocamentos vão além de mera demonstração simbólica de força, reduzindo o tempo de resposta para uma eventual ofensiva.

    Israel em estado de alerta

    A escalada envolvendo Washington tem repercussão direta em Israel. Segundo reportagens da imprensa regional, as Israel Defense Forces ordenaram que serviços de emergência revisem protocolos e se preparem para um possível conflito.

    O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou que Israel não permitirá que o Irã consolide capacidade nuclear militar e que qualquer agressão será respondida com força.

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    Israel já realizou, nos últimos anos, operações contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano, o que aumenta o temor de uma escalada regional caso Washington avance.

    A resposta de Teerã

    O governo iraniano enviou carta ao secretário-geral da ONU afirmando que responderá “decisivamente” a qualquer ação militar.

    Segundo a Reuters, autoridades em Teerã declararam que bases e ativos americanos no Oriente Médio seriam considerados alvos legítimos em caso de ataque.

    Além das declarações, o Irã realizou exercícios militares e sinalizou capacidade de fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela significativa do petróleo mundial.

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    Embora representantes iranianos afirmem que não buscam guerra, a retórica tem sido acompanhada de demonstrações de prontidão militar.

    Diplomacia sob risco

    Apesar do ambiente de tensão, negociações indiretas continuam. Diplomatas relatam esforços para preservar algum tipo de entendimento que limite o enriquecimento de urânio pelo Irã em troca de alívio de sanções.

    O chefe da agência nuclear da ONU alertou que o tempo para um acordo está se esgotando e que a ausência de um entendimento pode ampliar o risco de proliferação nuclear e conflito aberto.

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