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EUA aplicam sanções contra o programa nuclear do Irã

Medidas foram anunciadas em meio às negociações por um acordo nuclear entre Teerã e o Ocidente. Prazo para um desfecho positivo é 24 de novembro

Por Da Redação
29 ago 2014, 15h35

Os Estados Unidos impuseram novas sanções nesta sexta-feira contra companhias e indivíduos ligados ao programa nuclear do Irã. Segundo a rede BBC, ao menos 25 nomes foram incluídos na lista de sancionados. Com o anúncio, Washington espera diminuir as chances de aplicar sanções futuras contra Teerã e minimizar os riscos de os sancionados contribuírem com o terrorismo.

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O Ocidente possui indícios de que o Irã tem utilizado o programa nuclear para desenvolver uma bomba atômica. Teerã nega as acusações e diz depender do enriquecimento de urânio para intensificar a distribuição de energia elétrica e desenvolver pesquisas médicas. Por meio de um comunicado, o subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira dos Estados Unidos, David Cohen, afirmou que a decisão de Washington “reflete a nossa contínua determinação de agir contra qualquer um, em qualquer lugar”.

O anúncio feito pelo governo americano ocorre em um momento delicado para as negociações por um acordo nuclear entre o Irã e os países membros do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China) mais a Alemanha. Em novembro do ano passado, os países firmaram um pacto no qual Teerã suspendeu parte de suas atividades atômicas em troca da retirada parcial das sanções internacionais. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou, em março, que o Irã está cumprindo os termos do acordo.

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Negociações – Uma nova rodada de negociações deverá ser realizada no mês de setembro. Os países estipularam o dia 24 de novembro como a data limite para um acordo definitivo sobre o tema ser assinado. Nesta sexta-feira, o ministro iraniano de Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, disse esperar que um desfecho positivo possa ser alcançado antes do prazo final. “Nesse curto período de tempo que resta, esperamos poder alcançar um resultado positivo”, disse Zarif, que tem insistido para que o Conselho de Segurança da ONU reconheça o direito de Teerã manter os programas de enriquecimento de urânio.

Para alcançar a principal demanda dos iranianos, Zarif conta com o apoio da Rússia. “Esperamos que as contínuas conversas permitam a conclusão de tal resolução”, disse o chanceler russo, Sergei Lavrov. No começo deste mês, a Rússia e o Irã anunciaram um grande acordo envolvendo petróleo e alimentos, salientando os problemas em ambos os países para superar as sanções ocidentais. A economia de Teerã tem sofrido há anos com embargos, ao passo que a Rússia foi prejudicada por sanções contra seus setores de finanças, petróleo e defesa, por conta de sua influência na crise na Ucrânia.

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(Com agências France-Presse e Reuters)

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