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O que é a GBU-72, superbomba usada pelos EUA em ataque no Estreito de Ormuz

Arma de 2,3 toneladas foi projetada para destruir instalações subterrâneas fortificadas e faz parte do arsenal de precisão das Forças Armadas americanas

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2026, 15h35 • Atualizado em 18 mar 2026, 16h14
  • Os Estados Unidos utilizaram uma de suas armas convencionais mais poderosas em um ataque realizado na terça-feira, 17, contra posições de mísseis iranianos próximas ao estratégico Estreito de Ormuz. A operação envolveu a “bomba antibunker” GBU-72, dispositivo de aproximadamente 2,3 toneladas projetado para destruir estruturas militares subterrâneas fortificadas.

    Segundo militares americanos, o alvo eram instalações que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio do Irã considerados uma ameaça à navegação internacional. A região é uma das rotas marítimas mais sensíveis do planeta: cerca de 20% do petróleo transportado no mundo passa pelo estreito que conecta o Golfo Pérsico ao oceano Índico.

    O que é a GBU-72

    A GBU-72 Advanced 5K Penetrator é uma bomba guiada de cerca de 2.300 quilos desenvolvida para atingir alvos profundamente enterrados ou protegidos por estruturas reforçadas. A munição é capaz de atravessar camadas espessas de solo e concreto antes de detonar, aumentando a capacidade de destruir bunkers militares, depósitos de armas ou centros de comando subterrâneos.

    Esse tipo de armamento pertence à categoria das chamadas bombas penetradoras. Diferentemente das convencionais, que explodem no momento do impacto, elas continuam perfurando o solo até atingir determinada profundidade — e só então detonam, concentrando a força destrutiva no interior do alvo.

    A GBU-72 foi desenvolvida como uma evolução da GBU-28, usada pelos Estados Unidos desde a década de 1990. A nova versão foi testada pela primeira vez em 2021 e projetada para oferecer maior poder de destruição e precisão.

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    Um dos principais avanços está no sistema de orientação. A bomba utiliza o kit Joint Direct Attack Munition (JDAM), tecnologia que transforma bombas convencionais em munições guiadas por GPS. O sistema permite que a arma seja utilizada em praticamente qualquer condição climática, ao contrário das bombas guiadas a laser, cuja precisão pode ser prejudicada por nuvens, fumaça ou poeira.

    Além disso, o JDAM corrige a trajetória da bomba durante a queda, aumentando significativamente a chance de atingir o alvo. O custo estimado de cada unidade da GBU-72 é de cerca de US$ 288 mil (R$ 1,5 milhão).

    Ainda mais poder

    Apesar do grande poder destrutivo, a GBU-72 não é a maior bomba antibunker do arsenal americano. Esse posto pertence à GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, uma munição muito mais pesada projetada para atingir instalações subterrâneas ainda mais profundas.

    A GBU-57 pesa cerca de 13.600 kg toneladas e mede aproximadamente seis metros de comprimento. Devido ao tamanho, ela só pode ser transportada pelo bombardeiro furtivo B-2 Spirit e utiliza a força de seu próprio peso.

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