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Após escalada de ataques, Paquistão e Afeganistão fazem cessar-fogo por Ramadã

Trégua vai de quinta, 19, a segunda, 23, após bombardeio em Cabul deixar mais de 400 mortos em clínica de reabilitação, segundo autoridades afegãs

Por Luiza Zubelli 18 mar 2026, 16h10 •
  • O Paquistão e o Afeganistão anunciaram, nesta quarta-feira, 18, um cessar-fogo durante as festividades que marcam o fim do Ramadã — o nono e mais importante mês do calendário islâmico, em que os fiéis jejuam durante 30 dias. A decisão veio na esteira de uma escalada no conflito entre os vizinhos, que há anos travam disputas por fronteiras, mas que passaram a trocar hostilidades abertas desde o início do ano.

    Segundo o ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, a trégua foi um pedido de países muçulmanos amigos, como Turquia, Arábia Saudita e Catar. A breve pausa nos combates ocorrerá da meia-noite de quinta-feira, 19, até a meia-noite de segunda-feira, 23.

    De acordo com o comunicado de Tarar, a decisão por um cessar-fogo foi um “gesto de boa-fé e em conformidade com as normas islâmicas”. No entanto, o ministro reforçou no texto publicado no X (ex-Twitter), que em caso de violação, as operações militares serão retomadas com “maior intensidade”.

    O porta-voz do governo afegão, Zabiullah Mujahid, anunciou pouco tempo depois, na mesma rede social, a trégua temporária no conflito entre os dois países. Na mensagem, ele também mencionou e reconheceu os esforços de Doha, Ancara e Riad para a negociar o acordo no período das festividades islâmicas.

    Ataques intensos

    Na segunda-feira 16, um bombardeio a uma clínica de reabilitação para dependentes químicos deixou mais de 400 pessoas mortas em Cabul, capital do Afeganistão, segundo autoridades locais. O incidente, pelo qual o governo afegão acusou o Paquistão, foi o mais mortal do conflito até o momento. Islamabad negou a autoria do ataque.

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    Para o ministro do Interior do Afeganistão, Sirajuddin Haqqani, as vítimas eram “inocentes atacados por criminosos” a poucos dias do fim do Ramadã.

    Hoje foi um dia triste. Expresso minhas mais sinceras condolências ao Afeganistão, especialmente às famílias dos mártires”, disse ele durante o funeral das vítimas, prometendo que os autores do ataque “verão as consequências de seus crimes”.

    Na ocasião, Haqqani também reiterou que o Afeganistão não queria guerra inicialmente, mas a escalada do conflito levou à troca de ofensivas. “É por isso que tentamos resolver os problemas por meio da diplomacia”, afirmou.

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    O Paquistão definiu as acusações como “completamente infundadas”. “Nenhum hospital, centro de reabilitação ou instalação civil foi alvo de ataques”, disse o ministro Tarar. Segundo ele, as forças armadas do país efetuaram seis ataques “precisos, deliberados e profissionais” contra Cabul e a província fronteiriça de Nangarhar.

    “O regime talibã afegão está propagando mais uma mentira ao alegar que o Paquistão atacou um hospital de reabilitação de dependentes químicos em Cabul”, acrescentou o chefe da pasta da Informação, apontando que “os alvos eram infraestruturas militares e terroristas, incluindo depósitos de munição e equipamentos técnicos, além de outras instalações ligadas a atividades hostis contra o Paquistão”.

    Islamabad e Cabul mantêm hostilidades abertas desde o dia 27 de fevereiro, quando as forças armadas paquistanesas promoveram um ataque contra a capital do Afeganistão. Os combates são resultado do suposto apoio afegão ao grupo terrorista TTP, o talibã paquistanês, responsável por promover atentados na nação sul-asiática.

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