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Irã endurece repressão durante guerra e prende mais de 100 por ‘monarquismo’ e espionagem

Desde o início do conflito, autoridades realizaram buscas em larga escala por todo o país, prendendo centenas de suspeitos de colaborar EUA e Israel

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2026, 08h51 •
  • As autoridades iranianas anunciaram, nesta quarta-feira, 18, a prisão de mais de 100 supostos membros de “células monarquistas” que estariam conspirando contra a República Islâmica, além de suspeitos de espionagem e indivíduos acusados de colaborar com um canal de televisão proibido. O endurecimento da repressão ocorre em meio à guerra contra Estados Unidos e Israel, e após uma onda de protestos anti-regime que tomou o país no início do ano.

    Forças do Ministério da Inteligência do Irã “identificaram e prenderam 111 células monarquistas em 26 províncias antes que pudessem agir na última quarta-feira do ano”, pouco antes do Ano Novo iraniano, informou o ministério em um comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.

    Não ficou imediatamente claro quantas pessoas estavam envolvidas nas supostas células.

    O ministério informou que quatro suspeitos de espionagem com vínculos com os Estados Unidos foram presos na cidade de Hamedan e na província do Azerbaijão Ocidental, ambas no oeste do país.

    As autoridades também detiveram outras 21 pessoas acusadas de colaborar com a rede de televisão Iran International, sediada em Londres e proibida no Irã. Elas relataram ainda a apreensão de armas de fogo, armas brancas, armas de choque e cassetetes.

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    Guerra no Oriente Médio

    As prisões vieram em meio a uma guerra regional que começou em 28 de fevereiro com ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

    Nas últimas semanas, as autoridades realizaram buscas em larga escala por todo o país, prendendo centenas de pessoas suspeitas de colaborar com os governos israelense e americano, segundo relatos da mídia local.

    No domingo, o chefe de polícia Ahmad Reza Radan afirmou que um total de 500 pessoas foram presas sob suspeita de espionagem e “envio de informações ao inimigo e a veículos de comunicação anti-iranianos”.

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    O Irã designou a Iran International como uma “organização terrorista” em 2022, alertando que a colaboração com o canal pode ser punida com base na lei iraniana.

    Em janeiro, a maior onda de protestos no país desde a Revolução Islâmica, que instaurou o regime clerical em 1979, terminou com mais de 50 mil detenções, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency, sediada nos Estados Unidos, e entre 4 mil e 30 mil mortos.

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