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Entenda o funcionamento do Domo de Ferro, sistema antimísseis de Israel

Sistema de defesa aérea dispara interceptadores de foguetes em caso de ameaça e foi muito usado nos últimos dias

Por Da Redação Atualizado em 13 Maio 2021, 15h57 - Publicado em 13 Maio 2021, 15h56

Em meio à violência crescente provocada pelos confrontos com os palestinos, um som familiar voltou ao sul de Israel: o barulho das sirenes dos foguetes e as explosões do Domo de Ferro, o poderoso sistema de defesa antimísseis israelense.

Desde que a violência entre Israel e palestinos começou a aumentar na segunda-feira, 10, centenas de foguetes foram disparados da Faixa de Gaza. Na terça-feira, o Hamas lançou uma saraivada de foguetes em Tel Aviv, a maior cidade de Israel, depois que um arranha-céu em Gaza foi destruído por um ataque aéreo israelense.

O número total de palestinos mortos nos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza chegou a 83, segundo anunciou nesta quinta-feira, 13, o ministério da Saúde local. Entre as vítimas estão 17 crianças e sete mulheres. Do lado de Israel foram sete mortos. 

Embora o vaivém entre foguetes palestinos sendo amplamente desativados pelo Domo de Ferro e subsequentes ataques aéreos israelenses em Gaza seja rotineiro, a atual rodada de conflito é extraordinariamente intensa.

O Domo de Ferro de Israel é um sistema de defesa aérea desenvolvido pelas empresas israelenses Rafael Advanced Defense Systems e Israel Aerospace Industries, com suporte financeiro e técnico dos Estados Unidos.

Colocado em serviço pela primeira vez em 2011, ele foi projetado para deter foguetes de curto alcance e artilharia como os disparados de Gaza. Dois sistemas separados, conhecidos como David’s Sling e Arrow, são projetados para ameaças de médio e longo alcance, incluindo aviões, drones, foguetes e mísseis.

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O Domo de Ferro depende de um sistema de radar e análise para determinar se um foguete que se aproxima é uma ameaça, disparando um interceptador apenas se detectar perigo em  área povoada ou infraestrutura importante.

Os interceptores, que são disparados verticalmente de unidades móveis ou de um local de lançamento estático, são projetados para detonar o foguete no ar, produzindo explosões no céu que acompanharam sirenes de alerta durante os recentes conflitos entre israelenses e palestinos.

Oficiais israelenses e empresas de defesa dizem que o sistema impediu milhares de foguetes e artilharia de atingirem seus alvos, com uma taxa de sucesso de mais de 90%.

No entanto, alguns analistas de defesa questionam esses números, argumentando que os números israelenses de interceptação bem-sucedida não são confiáveis ​​e que grupos como o Hamas e a Jihad Islâmica que disparam foguetes e artilharia de Gaza se adaptaram ao sistema.

“Nenhum sistema de defesa antimísseis é perfeitamente confiável, especialmente contra uma ameaça em evolução”, escreveu Michael Armstrong, professor associado da Brock University que estudou a eficácia do sistema em uma avaliação de 2019 para o National Interest.

O Hamas, que agora controla Gaza, começou a produzir um foguete chamado Qassam por volta de 2001, durante a segunda Intifada. No início, os foguetes tinham um alcance de apenas duas ou três milhas, mas versões posteriores, como o “Qassam 3”, têm um alcance de cerca de 10 milhas.

Mas alguns foguetes, como os que atingiram Tel Aviv, a cerca de 64 quilômetros da fronteira com Gaza, na terça-feira, têm um alcance consideravelmente maior. Os militares israelenses disseram em 2019 que um foguete palestino que atingiu uma casa perto de Tel Aviv tinha um alcance de 75 milhas.

Apesar das críticas quanto à sua utilidade a longo prazo, não há nenhuma dúvida de que o sistema tem protegido os israelenses de diversos ataques letais na última década. 

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