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Em meio à tensão na Guiana, Vieira fala em diálogo para paz no continente

Em encontro da cúpula do Mercosul, chanceler defendeu a paz como 'condição imprescindível para o desenvolvimento econômico'

Por Paula Freitas
Atualizado em 7 dez 2023, 17h04 - Publicado em 6 dez 2023, 19h50

O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou nesta quarta-feira, 6, a importância da defesa da paz na América do Sul na 63ª Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum do Mercosul. A advertência do chanceler ocorre enquanto a Venezuela ameaça anexar a região de Essequibo, na Guiana, ao país, apoiada por um controverso referendo. 

“É sempre importante lembrar que a América do Sul constitui hoje a zona de paz mais extensa do mundo, e a manutenção da paz é condição imprescindível para o desenvolvimento econômico”, discursou. “É essencial que continuemos dialogando para que nossa região siga nessa trilha.”

Com 160 mil km², Essequibo compõe 74% do território da Guiana e é lar de 125 mil pessoas. A região, rica em petróleo e minerais, é fonte de dor de cabeça para ambos os governos há mais de um século. A Venezuela aponta que a localidade foi tirada de seu domínio através de uma arbitrária sentença de Paris, em 1899. A Guiana, por sua vez, controla a área desde 1966, após conquistar a independência do Reino Unido.

+ Em novo capítulo da disputa territorial, Guiana eleva tom contra Venezuela

Governo Lula e Maduro

No início desta quarta-feira, Vieira já havia dado indícios de que a anexação do território pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não gerava preocupações para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado do líder de Caracas, o petista disse, ainda em maio, que as críticas à situação política e econômica venezuelana é fruto de uma “narrativa” criada por opositores. Ele também afirmou que os “adversários vão ter que pedir desculpa pelo estrago que fizeram” ao país vizinho.

Embora a aproximação entre as lideranças seja escancarada, o governo brasileiro enviou 16 blindados para Roraima, na divisa entre Venezuela e Guiana, aumentando o efetivo de militares no estado fronteiriço. Lula, inclusive, pediu “bom senso” de ambos os lados do possível conflito, ressaltando que o que a América do Sul “não está precisando agora é de confusão”.

“A humanidade deveria ter medo de guerra porque só faz guerra quando falta o bom senso, quando o poder da palavra se exauriu por fragilidade dos conversadores. Vale mais a pena uma conversa do que uma guerra”, defendeu o líder brasileiro no último domingo.

O chanceler reforçou o coro do presidente ao chegar no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, palco do encontro da cúpula do Mercosul. Em depoimento à agência de notícias Reuters, Vieira atestou que não há chances, “em absoluto”, da tensão escalar para um confronto armado.

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+ Guiana diz que vai acionar Conselho de Segurança da ONU sobre Essequibo

O referendo

A consulta pública aos eleitores venezuelanos, realizada neste domingo, deu um sinal verde para as intenções de Maduro. Mais de 95% dos participantes apoiaram a formação do estado de Guiana Essequiba, no que o chefe de Caracas definiu como uma “vitória esmagadora”. Os planos parecem ter assumido um patamar superior nesta quarta-feira, quando o presidente divulgou o novo mapa do país, contendo a anexação.

O referendo, contudo, não é vinculativo, ou seja, não concede autorização à proposta de Maduro. Informações da agência de notícias AFP indicam, ainda, o baixo comparecimento de eleitores na capital Caracas, San Cristóbal e Ciudad Guayana, mesmo com a extensão de duas horas do tempo previsto para a votação. Entre os 20,7 milhões de convocados, apenas 10,5 milhões compareceram às urnas.

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